(Imagem: Divulgação)(Imagem: Divulgação)

Não, o título desta notícia não está errado! A Volkswagen, enfim, vai lançar no mercado brasileiro a sétima geração do Golf, um dos veículos que mais carecem de mudanças atualmente no País. O modelo à venda no País ainda é parte da quarta geração, lançada na Europa em 1997 e no Brasil dois anos depois.

Conforme apurou o iG no Salão de Buenos Aires, na Argentina, junto a uma fonte ligada a marca, o Golf VII será apresentado aos jornalistas brasileiros antes do Salão de Frankfurt, na Alemanha, que acontece em setembro deste ano – a estreia comercial deve acontecer no mesmo mês, quiçá em outubro.

A procedência do Golf que vem para o Brasil, no entanto, ainda é incerta. A VW já confirmou que irá produzi-lo no México, país que tem acordo com o Brasil para o comércio de automóveis isentos de taxas de importação. Essa planta, como já adiantou a montadora, será ativada somente em 2014.

O modelo oriundo do México, contudo, pode esbarrar no sistema de cotas de importação, previsto nas novas regras do Inovar Auto, que limita o número de carros que uma montadora pode trazer do país na América do Norte – a Volks do Brasil já gasta praticamente toda a sua cota trazendo os modelos Jetta e Fusca.

Desta forma, é possível que o modelo inicie sua trajetória no mercado nacional primeiro importado da Alemanha, o que elevaria significativamente seu preço comparado aos dos concorrentes na categoria dos hatchbacks médios. Essa estratégia serviria a marca para trabalhar a imagem do produto que provavelmente chegaria apenas na versão top de linha na tentativa de ofuscar seus rivais.

Mais adiante, a montadora também trabalha com a possibilidade de produzir o Golf VII na planta de São José dos Pinhais (PR), onde o modelo atual cederia seu espaço na linha de montagem para a produção do modelo mais avançado. Segundo apurou o iG, isso pode acontecer já em 2014.

O Golf VII que vem para o Brasil

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O Golf não tem mais opções de motores 1.6 e 2.0 a gasolina na Europa, o que deve ser repetido no Brasil. O modelo previsto para o mercado nacional é o equipado com o bloco 1.4 TSI, sigla da VW para denominar seus propulsores munidos de turbocompressor e sistema de injeção direta de combustível. Esses dois recursos colaboram para aumentar a potência – ele gera 140 cv e 25 kgfm de torque – e ao mesmo tempo melhorar a eficiência em consumo – o modelo roda em média 20 km/l.

A transmissão do conjunto mecânico é a DSG, semi-automática de 7 marchas e com dupla embreagem. Esse câmbio é conhecido por ser um dos melhores da indústria.

Se vier para o Brasil importado da Europa, o Golf VII certamente deve chegar na versão Highline, a top. Esse modelo vem com alguns dos itens mais avançados já criados para carros, como o ACC, controle eletrônico de velocidade adaptativo, e o sistema Park Assist, que estaciona o veículo sem exigir que o motorista toque no volante. O pacote ainda inclui navegador GPS integrado ao painel, ar condicionado dual zone, faróis de xenônio e controles eletrônicos de estabilidade e tração.

O novo Golf também é mais espaçoso que a quarta geração à venda no Brasil. O modelo tem 4,25 metros de comprimento e a distância entre eixos é de 2,63 m. Já a largura e altura pouco mudam.

O carro já está à venda na Europa desde o segundo semestre de 2012, onde custa € 26.400, cerca de R$ 78.200 (sem contar impostos). Esse mesmo carro, se realmente vier importado do Velho Continente, certamente será vendido por mais de R$ 100 mil.

(FONTE: iG)