O comerciante Wendel Miranda Lima e sua esposa, a dona-de-casa Jecenilde Cunha Teixeira, mantiveram contato ontem com a reportagem do Jornal Pequeno para fazer uma grave denúncia de erro médico. Eles constataram que seu primeiro filho, de apenas quatro meses, está com paralisia no braço direito por conta de uma imperícia médica na hora do parto. Eles acusam o obstetra Ivaldo Antônio Cavalcante de ter sido o culpado pelo drama que a criança está enfrentando, desde o dia em que nasceu, em São Luís, no dia 21 de maio passado.

Jecenilde Cunha Teixeira, uma jovem mãe de apenas 20 anos, informou que o parto foi realizado no Hospital Comunitário Nossa Senhora da Penha, localizado no bairro do Anjo da Guarda. Foi lá que ela diz que começou o maior drama de sua vida. Para os pais da criança, houve, comprovadamente, um erro médico, e o culpado, segundo eles, é o obstetra Ivaldo Cavalcante, que nunca mais pisou no hospital, desde o dia que se licenciou para fazer sua campanha a prefeito do município de Rosário.

“Dr. Ivaldo aleijou o meu filho. Agora, nós queremos justiça. Este médico foi omisso e causou uma tragédia na nossa família por causa de sua irresponsabilidade. Além disso, foi extremamente estúpido e ignorante. Quando o procurei no Hospital do Anjo da Guarda, pedindo que me explicasse o que tinha acontecido com o meu filho, ele se levantou bruscamente da cadeira e partiu para cima de mim, querendo me bater”, frisou Wendel Lima.

A mãe da criança espera que o médico, pelo menos, assuma as despesas de transporte e de tratamento do menino que ficou aleijado na hora do parto. Ela lembra com tristeza que chegou ao hospital sentindo dores, por volta das 15h55 do dia 20 de maio, que era uma quinta-feira.

“Quando deu 7 horas da noite, o Dr. Ivaldo entrou de plantão, e logo perguntou se eu estava sentindo dores, e eu disse que não. Então ele mandou a enfermeira me aplicar um soro. Quando eu comecei a sentir dores, ele mandou me aplicarem mais um soro e, por volta de 3 horas da madrugada do dia 21 de maio, me levaram para a sala de parto. Quando eu cheguei lá, eu não tinha forças. Me aplicaram então o terceiro soro e uma injeção. Foi quando o Dr. Ivaldo ficou me forçando, fazendo pressão sobre a minha barriga, para que meu parto terminasse logo. E o meu filho nasceu às 3h55 da madrugada, chorando e gritando muito”, relatou Jecenilde Teixeira, que mora com o marido, Wendel Lima, na Rua Boa Vista, nº 1, Residencial Ana Jansen, no Anjo da Guarda.

A mãe disse que, logo após o parto, seu filho chorava demais e até gritava. “Desesperada, perguntei para o médico o que era aquilo, e ele me disse que era normal, porque toda criança quando nasce chora. Mas o meu filho estava era gritando. Depois disso, aplicaram uma BCG no meu filho e ele não chorou de jeito nenhum. Além disso, ele não conseguia mais mexer o braço”, frisou a mãe.

E começou aí a peregrinação dos pais da criança pelos hospitais da cidade. Eles receberam encaminhamento para levar o menino para o Hospital Municipal Djalma Marques, o Socorrão I, onde uma radiografia identificou lesão no braço da criança. Depois disso, os pais tiveram de levar o filho para o Materno-Infantil e o Hospital da Criança. O menino, enfim, passou a ser submetido a seções de fisioterapia na Apae e no Hospital das Doenças do Aparelho Locomotor (o Sara Kubitschek), no Monte Castelo.