POR WELLINGTON RABELLO

O atual governo do estado contratou cerca de três mil professores no início do ano, com a justificativa de suprir as necessidades da rede pública de ensino, mas até ontem não havia efetuado o pagamento dos meses trabalhados por eles. Em contato com a redação do Jornal Pequeno, os educadores disseram não receber seus salários desde o mês de março, quando começaram suas atividades, já somando quatro meses de atraso.

Os professores informaram que o problema atinge todos os municípios maranhenses, inclusive a capital, sendo que o fato de não serem sindicalizados dificulta ainda mais a cobrança dos salários atrasados. Também foi informado que a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) nunca deu uma resposta convincente, que marca as datas para fazer o pagamento e não cumpre. “No contrato é claro, o pagamento deveria ser mensal. No entanto, não é isso que está acontecendo. Falaram que iria ser pago hoje (ontem), mas não vimos nem a cor do dinheiro”, disse um educador.

Quem também manteve contato com o JP para reclamar dos atrasos, foi o professor Manoel Lacerda, que leciona Filosofia em Barreirinhas, ligado à regional do município de Rosário. Ele, que mora em São Luís, disse que vai toda semana para a cidade onde dá aula custeando suas passagens. “Vou na segunda-feira e retorno na sexta. Praticamente estou pagando para trabalhar, fora isso ainda tem minhas dívidas junto aos comércios que compro fiado”, desabafou.

O presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação do Estado do Maranhão (Sinproesemma), Júlio Pinheiro, esclareceu que os contratados também podem se sindicalizar junto à entidade.

Júlio Pinheiro também disse que o sindicato está cobrando o pagamento dos quatro meses de salários atrasados, inclusive que na segunda-feira, 19, foi realizada uma reunião com representantes da Secretaria na qual teria sido alegado que o problema acontece porque os gestores das regionais não repassam as informações sobre os educadores, a exemplo do livro de ponto. Para o presidente, esse atraso é inadmissível, ainda mais que os contratados ganham a metade dos concursados, o que representa o valor de R$ 668.

Outro lado – A redação manteve contato com a assessoria de comunicação da Seduc que ficou de enviar um esclarecimento sobre o atraso no salário dos professores contratados, porém até o fechamento desta página não houve retorno. No entanto, o espaço fica aberto para a Secretaria dar as explicações que achar necessárias.