Eles haviam assaltado a agência postal de Pirapemas, na quarta-feira; dois criminosos foram presos e dois fugiram

POR JULLY CAMILO

Três criminosos envolvidos no assalto à agência postal da cidade de Pirapemas (a 196 km de São Luís), realizado na última quarta-feira (2), foram mortos em confronto com a polícia, no início da noite de quinta-feira (3). Participaram da operação nove policiais civis ligados à Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), que foram recebidos a tiros por integrantes do bando ao adentrarem num local de mata densa, no povoado Pedras (próximo a Cantanhede). Os três mortos são: Maurício Ribeiro da Silva, 22 anos, morador do Sacavém; Maurício Silva Costa, 29 anos, residente em Santa Inês; e Aldivan Pedro Moraes Gomes Júnior, o “Júnior do Sacavém”, 23 anos, que morava no Residencial Paraíso – área da Vila Embratel.

Maurício Ribeiro da Silva, segundo a polícia, possuía uma extensa ficha criminal, tendo agido em crimes de grande repercussão na capital maranhense, além de vários homicídios. Em maio de 2008, ele participou do assalto à Pizzaria Bella Nápoli, no Bairro do Vinhais, junto com mais três comparsas, fazendo clientes, funcionários e os proprietários reféns. Outra ação audaciosa, que contou com a presença de Maurício Ribeiro, foi a tentativa de assalto ao Banco PanAmericano, na Rua da Paz, em novembro de 2009.

Dois criminosos foram presos durante a operação – Clóvis Henrique Costa, de 37 anos, morador do Maiobão; e Marcos Warley Mendes de Lacerda, o “Nego”, 30 anos, de Alto Alegre do Maranhão – ambos maranhenses. Eles foram apresentados ontem, na Secretaria de Segurança Pública (Outeiro da Cruz). Outros dois integrantes do bando, conforme a polícia, conseguiram fugir. Um deles – que teria o apelido de “Índio” – pode estar baleado.

Segundo o delegado Augusto Barros Neto, que comandou a operação, a polícia começou o trabalho investigativo logo após o assalto, obtendo a informação de que Clóvis Henrique era o mentor do plano. O delegado afirmou que o acusado planejou a logística do assalto, reuniu os outros comparsas da capital e os levou para o interior, além de dar o suporte na fuga dos envolvidos.

“Clóvis é um assaltante experiente e conhecido da polícia. Eles levaram dos Correios R$ 60 mil e o vigilante como refém, que foi liberado no caminho. O carro que eles utilizavam, um Fiat Uno branco, foi queimado. Monitoramos Clóvis, que estava na companhia de Marcos Mendes, que é motorista, e descobrimos que eles iam fazer o resgate dos outros bandidos, que estavam escondidos num matagal próximo ao município de Cantanhede”, declarou Augusto Barros.

O delegado relatou que, quando os policiais adentraram ao matagal, foram recepcionados a tiros pelos criminosos, que usavam rifles, pistolas, revólveres e farta munição.

Com os assaltantes presos, a polícia apreendeu R$ 21 mil, três pistolas (sendo uma ponto 40 e duas 380), dois revólveres calibre 38, 36 munições calibre 40 e um Fiat Uno verde. Os acusados foram autuados em flagrante por assalto e foram conduzidos ao Centro de Triagem, em Pedrinhas.