POR VALQUÍRIA FERREIRA

O investigador da Polícia Civil Nilson Fonseca de Santana, de 52 anos, foi morto na noite de terça-feira (23), por volta das 22h, com dois tiros na cabeça, ao tentar impedir um assalto. De acordo com a polícia, Nilson Santana estava no Bar da “Maria Loura”, no Bairro da Cohab, quando uma dupla entrou no estabelecimento anunciando o assalto, ocasião em que o policial civil reagiu e um dos acusados efetuou os disparos contra a cabeça dele.

Testemunhas contaram que o policial ainda conseguiu ferir um dos assaltantes, um adolescente de 17 anos, na região das costas. Segundo o Centro Integrado de Operação de Segurança (Ciops), Nilson Santana foi socorrido por uma viatura da Polícia Militar e morreu a caminho do hospital. O assaltante ferido fugiu com seu comparsa e depois de algumas horas foi levado ao Hospital Municipal Clementino Moura, o Socorrão 2, onde passou por procedimento cirúrgico e se recupera dos ferimentos, sob custódia policial.

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De acordo com a polícia, o acusado recebeu voz de prisão no hospital. O auto de apreensão em flagrante foi lavrado pelo delegado Jorge da Silva Sales, do Plantão Central do Cohatrac. O outro assaltante não tinha sido localizado até o final da tarde de ontem.

A Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC) informou que o assaltante baleado possui uma passagem na Delegacia do Adolescente Infrator (DAI) por tráfico de drogas e, ainda, ter sido descoberto que os suspeitos pilotavam um moto Pop 100, de cor preta, com placa OIY-4976.

O caso está sendo investigado pelas superintendências de Polícia Civil da Capital (SPCC) e Estadual de Investigações Criminais (Seic), além da Delegacia de Homicídios. As imagens do Sistema de Videomonitoramento estão com os delegados, para ajudar na identificação do segundo suspeito.

Velório – O corpo do policial civil foi velado na Central de Velórios da Pax União, na Rua Oswaldo Cruz – Centro. Familiares, parentes e amigos de profissão foram se despedir do investigador que atuou por 29 anos no sistema de segurança no Maranhão, estando prestes a se aposentar.

Nilton Fonseca de Santana deixa a mulher e dois filhos. De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Maranhão (Sinpol), Amon Jessen, Nilson Santana trabalhou em várias delegacias no interior e da capital maranhense, tendo atuado no 2º Distrito Policial (DP), no João Paulo; no 3º DP, na Radional; na Delegacia de Codó, onde ficou por cerca de oito anos; na Delegacia de Coroatá, Delegacia de Timbiras e, há três anos, desempenhava a função de investigador no 6º DP, na Cohab.

O corpo do investigador da Polícia Civil foi sepultado na tarde de ontem (24), às 16h, no Cemitério Parque da Saudade, no Vinhais.

Quarta-feira com dois homicídios – Até as 20h de ontem, outros dois assassinatos tinham sido cometidos na capital maranhense. Os dois crimes foram praticados com uso de arma de fogo e podem ter relação com o tráfico de drogas.

O primeiro assassinato aconteceu nas primeiras horas da manhã, no Bairro do São Bernardo, e teve características de execução. A vítima foi o ex-presidiário Carlos Eduardo Costa Silva, conhecido como “Neném”, de 24 anos, morto com um tiro de pistola ponto 40 na cabeça.

Familiares de Carlos Eduardo contaram que ele foi abordado por quatro homens que estavam em um veículo Palio de cor verde, logo após ter saído de casa. Foi dito, ainda, que os autores do crime seriam membros do grupo do traficante “Júnior Catita”, que comanda o tráfico de drogas naquela região.

O segundo homicídio aconteceu por volta das 19h, na Rua Caminho da Boiada, na Macaúba, e teve como vítima Leandro Louzeiro da Silva. Segundo a Polícia Militar, Leandro foi morto com cinco tiros, sendo um no peito, desferidos por um homem conhecido como “Marquinhos Orelha” ou “Índio”, morador da Macaúba.

A vítima ainda foi socorrida por uma viatura do 9º Batalhão, mas morreu assim que chegou ao Hospital Municipal Djalma Marques, o Socorrão 1. Leandro era morador da Rua da Conceição, nº 140, no Retiro Natal.