Em 29 de maio de 1951, o Jornal Pequeno foi lançado em São Luis pelo jornalista José de Ribamar Bogéa, num momento em que todos os órgãos de imprensa do Estado, de uma forma ou de outra, achavam-se vinculados a grupos ou partidos políticos.

Circulavam à época no Maranhão os jornais “O Combate”, “Jornal do Povo”, “Tribuna”, dos partidos de oposição; “O Imparcial” e “O Globo”, do grupo “Diários Associados”; “Diário de São Luís” e “Diário Popular”, de roupagem abertamente governista, comandados pelo grupo do então senador Vitorino Freire.

O Jornal Pequeno, ainda em seus primórdios fez história, porque surgiu na condição de único órgão de imprensa conceitualmente apartidário, fora de todas as propostas e propósitos políticos vigentes. Colunas como ” O Mundo em Poucas Palavras”, “Defendendo o Nosso Povo”, “Coisas que Acontecem”, “Língua de Trapo”, “No Cafezinho”, “Dicionário do Povo”, criaram uma nova linguagem jornalística, inusitada mesmo para aqueles tempos.

De tamanho restrito e feição gráfica modestíssima, o JP que hoje tem 61 anos de existência ganhou espaço dos “grandes” jornais e tornou-se o mais popular diário dos anos 50, era grafado nas caixas de tipo, praticamente feito à mão, atingiu seu apogeu com o linotipo e hoje chega à era da informática.

O sentido de liberdade, porém, ainda é o mesmo, a isenção diante dos fatos e da notícia se mantém intacta. Ainda representa o JP, a trincheira dos anseios e da vontade popular. É este diário que colocamos à sua disposição na Internet, na Home Page.