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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Britânicos desaprovam presença de soldados no Afeganistão, diz pesquisa

Uma pesquisa da emissora Radio 5 Live, do grupo BBC, aponta que 60% dos britânicos não estão convencidos dos argumentos do governo para justificar a presença militar do Reino Unido no Afeganistão.

Uma pesquisa da emissora Radio 5 Live, do grupo BBC, aponta que 60% dos britânicos não estão convencidos dos argumentos do governo para justificar a presença militar do Reino Unido no Afeganistão.

Segundo a sondagem, apenas 35% dos entrevistados consideram justificada até certo ponto a presença de tropas britânicas no país asiático.
 
Segundo dados da agência Reuters, 152 soldados britânicos morreram no Afeganistão desde 2001, os dois últimos em um ataque a bomba neste domingo (15). No começo do mês, o ex-comandante das forças britânicas Sebastian Morley afirmou que a operação militar britânica no país era "inútil".
 
O ceticismo é especialmente grande entre os britânicos com mais de 70 anos –dos quais 70% não aprovam a ação britânica no combate ao terrorismo em solo afegão. Já entre os entrevistados com idades entre 25 e 34 anos, 49% se disseram "não convencidos" pelos argumentos do governo.
 
Apesar da descrença, a pesquisa aponta que 91% dos entrevistados dizem acreditar que estar nas Forças Armadas é um trabalho digno de orgulho.
 
Iraque
 
A pesquisa apontou ainda que 72% dos entrevistados dizem que deveria haver uma investigação independente, como reivindica a oposição, sobre o papel do Reino Unido na invasão do Iraque junto com os Estados Unidos, em 2003.
 
No ano passado, o governo do premiê britânico, Gordon Brown, frustrou as tentativas dos conservadores de forçar uma investigação pública, ao argumentar que representaria uma distorção dada a permanência de forças britânicas no país.
 
Ainda restam 4.000 soldados britânicos no país, a maior parte na cidade de Basra, no sul do Iraque. Eles devem deixar o país até o fim de maio.
 
No mês passado, o governo se recusou a publicar os relatórios com as discussões de gabinete sobre a legalidade da ação militar no Iraque, contrariando decisão da Comissão de Informação.
 
O secretário de Justiça, Jack Straw, usou seu veto ministerial para impedir a divulgação, alegando que poderia prejudicar o governo.
 
E-mails confidenciais divulgados na semana passado apontam que os funcionários da inteligência estão preocupados com o dossiê usado pelo governo do então premiê Tony Blair para justificar o apoio britânica à invasão americana no Iraque.
 
A pesquisa foi realizada pela ComRes com 1.013 pessoas. (Da Folha Online)
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