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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Liga Árabe rejeita decisão de tribunal em prender presidente do Sudão

A Liga Árabe não irá aceitar a ordem de prisão feito pelo TPI (Tribunal Penal Internacional) ao presidente do Sudão, Omar al Bashir, acusado de crimes de guerra e contra a humanidade durante o conflito no país em 2003.

A Liga Árabe não irá aceitar a ordem de prisão feito pelo TPI (Tribunal Penal Internacional) ao presidente do Sudão, Omar al Bashir, acusado de crimes de guerra e contra a humanidade durante o conflito no país em 2003. Segundo um dos líderes, Amr Moussa, o Qatar, um dos 22 países membros, também rejeito a decisão.

O país vive uma onde conflito desde a divulgação do pedido de prisão do presidente sudanês, no último dia 4, pelo TPI (Tribunal Penal Internacional). Desde então, diversas ONGs foram expulsas pelo governo que rejeita a sentença.

Somente três países pertencentes, a Jordânia, Djibuti e as Ilhas Comores, concordam com o pedido de prisão de Bashir. Moussa alega que a entidade é contra a decisão devido ao impacto que a medida tem na estabilidade do país. Mais de 300 mil pessoas morreram na onda de conflitos em Darfur e 2,7 milhões tiveram que se refugiar.

Al Bashir que nega as acusações, não tem cooperado com o TPI e viajou ao Qatar no final do mês em uma demonstração de que não foi atingindo pela decisão. Ao menos 13 entidades de ajuda humanitária estrangeiras foram expulsas do país por apoiarem a decisão. Nesta segunda-feira (16), o presidente disse que todas os grupos humanitários deverão sair do Sudão em um período de um ano.

Moussa afirmou que a Liga Árabe tem trabalhado com a União Africana para tentar reverter a decisão. Vários países árabes e africanos tem tentado negociações com o Conselho Internacional de Segurança para criar uma resolução que impeça o processo contra o presidente pelo período de um ano. "Qualquer decisão política tem que estar baseada na justiça em Darfur e na manutenção da segurança e da estabilidade do Sudão", disse Moussa.

Ataques

Uma porta-voz da força internacional de paz em Darfur, no Sudão, foi assassinado nesta terça-feira durante um confronto com forças oficiais de segurança. O ataque contra as forças de paz é o segundo desde o início da crise. Ao menos quatro ativistas já foram mortos em tiroteios na região.

Segundo informações divulgadas pelas autoridades, oito homens abriraram fogo contra membros da União Africana quando a equipe retornava de uma missão em um hospital no norte da capital. Ninguém foi preso e o ativista morreu no local. (Da Folha Online)

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