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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Senado brasileiro tem inacreditáveis 181 diretores

O presidente do Senado, José Sarney, prometeu cortar a estrutura pela metade. A Fundação Getúlio Vargas vai começar com uma auditoria administrativa na casa.

O Senado anunciou uma auditoria interna que deverá cortar pela metade o número de diretores da casa. Mas cortar a metade significa deixar o Senado ainda com inacreditáveis 90 diretorias.

É tanta diretoria no Senado, que uma delas funciona no subsolo de um prédio de apartamentos funcionais. No fundo, fica o gabinete de Elias Lyra Brandão, diretor de Coordenação Administrativa de Residências (Coaro), mais conhecido como diretor de garagem.

O Senado também tem uma diretoria no aeroporto, a de Coordenação de Apoio Aeroportuário, ocupada por Francisco Carlos Melo Farias, mais conhecido como diretor de check in.

“É ele que é o diretor, só ele pode falar. Eu não posso falar por ele", diz um funcionário.

Oficialmente e depois de refazer contas, o Senado confirma 181 cargos de direção. Mais de dois para cada senador.

“É incompreensível que o Senado Federal tenha uma estrutura tão pesada, com tantos diretores que, seguramente, não são necessários”, afirma o senador Aloizio Mercadante (PT-SP).

O presidente do Senado, José Sarney, prometeu cortar a estrutura pela metade. Por ordem dele, os diretores entregaram os cargos. Ainda que não voltem, a gratificação pela função fica incorporada no salário. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) vai começar com uma auditoria administrativa na casa.

“Nós não falamos mais de reforma administrativa e sim em uma reestruturação profunda da administração da casa”, declarou José Sarney.

Esse acordo de intenções assinado nesta quarta-feira pode representar mudanças para os funcionários. Mas há outras questões envolvendo senadores que ainda exigem respostas.

A senadora Roseana Sarney foi acusada de bancar a viagem de um grupo de parentes e amigos com a cota de passagens aéreas de parlamentar a que tem direito. Ela diz que a viagem do grupo foi a serviço.

Tião Viana emprestou um celular de uso exclusivo de parlamentar para a filha viajar ao México. O senador admitiu o erro e disse que pagou a conta. (Do Jornal Nacional – Rede Globo)

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