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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Tião e Sarney em guerra

Petista culpa aliados do presidente da Casa de vazar a informação sobre uso irregular de celular.

A crise administrativa do Senado transformou-se numa guerra de bastidores entre o petista Tião Viana (AC) e a família Sarney. O clima interno no Senado piorou ainda mais e lideranças partidárias entraram em campo para acalmar os ânimos.

O petista credita na conta dos aliados do presidente do Senado o vazamento de que emprestou um telefone celular da Casa para a filha viajar ao México por duas semanas em janeiro. Na época, Viana estava em plena campanha para presidir o Senado com o discurso pela moralização e renovação da Casa. Perdeu a eleição para José Sarney (PMDB-AP).

O petista é apontado por setores do PMDB como o responsável por recentes denúncias sobre irregularidades na administração do Senado. O troco teria vindo com a divulgação de que ele repassou à filha um telefone pago pela Casa. Viana acusa setores da Casa de quebrarem seu sigilo telefônico, mas a informação teria partido de um ofício repassado por funcionários do senador em 2 de janeiro ao serviço de telefonia do Senado pedindo aval para o uso do telefone no exterior. O parlamentar não viajou no período.

Ontem, Viana passou o dia dando explicações sobre o episódio. O senador anunciou que, logo cedo, pagou a conta referente a janeiro. Mas não revelou o valor da despesa. “Assumo a inteira responsabilidade”, repetiu, depois de conversar por telefone com vários senadores, entre eles o primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI).

A comparação que o petista fez entre sua filha e a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) irritou o pai dela, José Sarney. Viana afirmou que sua filha não esteve diante de R$ 1,3 milhão numa mesa, numa referência ao caso Lunus, empresa do marido de Roseana em que esse montante foi apreendido em 2002. O episódio obrigou a senadora a desistir de ser candidata ao Palácio do Planalto. Indagado ontem sobre a reação de Viana, Sarney não escondeu a irritação. “Não vou falar sobre isso, é um assunto menor”, disse. (Do Correio Braziliense)

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