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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Brasil leva gol no fim e empata com o Equador em Quito

O Brasil viajou a Quito para buscar os três pontos contra o Equador e decretar o fim dos questionamentos ao desempenho do time nas eliminatórias. Porém, além da adversidade da altitude, esbarrou na forte pressão imposta pelos anfitriões e chegou a estar à frente no placar, mas cedeu o empate por 1 a 1 nos minutos finais.

O Brasil viajou a Quito para buscar os três pontos contra o Equador e decretar o fim dos questionamentos ao desempenho do time nas eliminatórias. Porém, além da adversidade da altitude, esbarrou na forte pressão imposta pelos anfitriões e chegou a estar à frente no placar, mas cedeu o empate por 1 a 1 nos minutos finais.

O resultado também faz com que a seleção de Dunga deixe a segunda posição da tabela, que agora pertence à Argentina. O Paraguai lidera, com 23 pontos, contra 19 dos argentinos e 18 dos brasileiros. O Equador soma 13.

A primeira etapa viu uma pressão unilateral por parte dos anfitriões. O Equador começou a partida impondo uma forte pressão para cima do Brasil. Não cedendo frente ao favoritismo do rival, chegou ao primeiro lance de real perigo aos 14min. Felipe Melo derrubou um adversário na entrada da grande área. Júlio César fez grande defesa na cobrança forte de Mendez e no rebote, aproveitado por Guerron, à queima-roupa.

Os lances de perigo criados pelo Equador continuavam, e o Brasil só conseguiu responder quando Lúcio carregou a bola, Elano recebeu e lançou Maicon, que avançou à linha de fundo e cruzou errado. Na sequência, o lateral-direito caiu e foi retirado de maca. Daniel Alves, seu substituto, demorou a entrar. Neste ínterim, Valencia assustou ao acertar uma bola na trave brasileira.

Após outro susto ao ver a bola passar ao lado da trave, o Brasil esboçou uma reação, mas não conseguia concretizar nenhuma jogada. No setor oposto, os zagueiros encontravam problemas de posicionamento, e os equatorianos encontravam brechas no falho sistema defensivo do adversário.

Segundo levantamento do Datafolha, o número de passes trocados pela seleção é muito menor em jogos das eliminatórias do que em amistosos. Até antes do jogo contra o Equador, a média no qualificatório sul-americano era de 380 trocas de bola por jogo, contra 470 nos últimos amistosos contra europeus (Suécia, Irlanda, Portugal e Itália).

Este foi o problema da seleção no primeiro tempo. Robinho, na saída para o intervalo, evidenciou a preocupação. "Temos que acertar mais passes. Assim está difícil. Temos que tocar a bola bem, para chegar o ataque. Se errarmos muito passe, fica difícil", avaliou.

E era justamente a posse de bola que Dunga queria usar como arma para vencer a adversidade da altitude. "A altitude é uma dificuldade ainda maior. Temos que valorizar a posse de bola para superar aquela situação", disse o treinador, anteriormente, procurando repetir nas eliminatórias o bom restrospecto dos amistosos.

Além destes obstáculos, as lesões também foram problema. Kaká, com problemas no pé esquerdo, nem viajou com o elenco. Lúcio, Robinho, Luís Fabiano, Ronaldinho e Adriano sofrem com contusões e a falta de ritmo criada por elas, mas foram todos escalados –só o atacante da Inter de Milão que iniciou no banco.

A segunda etapa começou exatamente como a primeira. Júlio César começou a aparecer de forma imprescindível. Primeiro em um chute de longa distância de Espinoza, depois novamente em uma ótima defesa a queima-roupa, em chute de Caicedo.

Entre os dois lances, o Brasil, enfim, conseguiu criar uma chance de ataque. Luís Fabiano carregou para dentro da área e criou a melhor chance do Brasil até então, mas chutou em cima do goleiro. Logo depois, Dunga promoveu as entradas de Josué, mais um volante, no lugar de Elano, e Júlio Baptista, por Ronaldinho.

E foi justamente com o jogador da Roma que saiu o gol do jogo, aos 27min do segundo tempo. Robinho o serviu na grande área. O meia-atacante tirou de lado e chutou de direita, acertando a trave direita. A bola resvalou nas costas do goleiro Cevallos e entrou no gol.

Luís Fabiano teve boa chance de ampliar, ao invadir a área e chutar na trave, aos 43min. No entanto, um minuto depois, o Equador encontrou o gol que fez justiça ao desempenho apresentado pelas equipes. Depois de jogada individual pela direita, Benítez finalizou da pequena área, Júlio César rebateu e Noboa bateu com força para igualar o placar. (Da Folha Online)

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