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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Em greve de fome, Morales suspende viagem à Cúpula das Américas

O presidente da Bolívia, Evo Morales, em greve de fome há cinco dias pela aprovação de uma polêmica lei eleitoral, disse neste domingo (12) que suspendeu suas viagens oficiais da próxima semana para a 5ª Cúpula das Américas e a Alba (Alternativa Bolivariana das Américas).

O presidente da Bolívia, Evo Morales, em greve de fome há cinco dias pela aprovação de uma polêmica lei eleitoral, disse neste domingo (12) que suspendeu suas viagens oficiais da próxima semana para a 5ª Cúpula das Américas e a Alba (Alternativa Bolivariana das Américas).

Morales fez o anúncio em uma entrevista à rádio estatal. "Primeiro a Bolívia. Eu tinha um encontro com você e com muitos presidentes da Alba [no dia 16 de abril]. Depois, na Cúpula das Américas, mas decidi não viajar", disse Morales dirigindo-se a seu aliado, o presidente venezuelano Hugo Chávez, na entrevista.

A cúpula da Alba ocorrera no Estado de Sucre, no noroeste venezuelano, e a previsão é que compareçam os presidentes de Honduras, Manuel Zelaya; da Nicarágua, Daniel Ortega; do Equador; Rafael Correa; do Paraguai, Fernando Lugo; e representantes de Cuba.

Já a 5ª Cúpula das Américas ocorrerá em Trinidad e Tobago na próxima sexta-feira, 17 de abril, e reunirá mais de 30 líderes da região, além do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

As divergências sobre essa lei eleitoral paralisaram desde quinta-feira passada o Legislativo, quando os opositores abandonaram uma sessão porque consideraram que o governo não respeitou a negociação que se realizava de forma paralela.

Essas eleições, nas quais o líder indígena tentará a reeleição e se elegerá também uma Assembleia Plurinacional com bancadas reservadas exclusivamente para indígenas, são chaves para consolidar as nacionalizações e outras mudanças impulsionadas por Morales.

No sábado passado (10), a oposição aceitou reinstalar a sessão no Congresso. O presidente deixou claro que vai continuar na greve de fome até conseguir que os congressistas aprovem a a nova legislação. (Da Folha Online)

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