Fechar
Buscar no Site
O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Mais de 1,1 mi deixam vale do Swat no pior êxodo em 62 anos

O alto comissário da ONU para Refugiados António Guterres disse neste sábado que chegou a 1,171 milhão o número de pessoas que fugiram do vale do Swat (Paquistão) desde o último dia 2 de maio por causa da intensificação dos ataques das forças de segurança paquistanesas contra os integrantes do grupo islâmico radical Taleban estabelecidos naquela região.

O alto comissário da ONU para Refugiados António Guterres disse neste sábado que chegou a 1,171 milhão o número de pessoas que fugiram do vale do Swat (Paquistão) desde o último dia 2 de maio por causa da intensificação dos ataques das forças de segurança paquistanesas contra os integrantes do grupo islâmico radical Taleban estabelecidos naquela região. Esses refugiados irão se unir a outros 565 mil, que vivem no nordeste do país.

Conforme grupos de defesa dos direitos humanos, o atual êxodo é o maior no Paquistão desde a sua separação da Índia, em 1947.

Neste sábado, o Exército paquistanês permanece às portas da cidade de Mingora, a principal do vale do Swat, e famílias continuam fugindo a pé ou em caminhões e tratores lotados, para se refugiarem em acampamentos. "Não é hora para fazer gestos simbólicos. […] É hora de fechar um apoio em massa", disse Guterres.

Os "gestos simbólicos" de que Guterres falou são uma provável referência à promessa de doação de dinheiro feita nesta sexta-feira (15) pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, ao colega paquistanês, Asif Ali Zardari, após uma reunião em Paris.

Por pressão dos Estados Unidos, o Paquistão intensificou recentemente as ofensivas contra integrantes do grupo fundamentalista islâmico do Taleban estabelecidos no Swat e mais dois distritos vizinhos. Só neste sábado, 47 supostos talebans foram mortos, informou o Exército paquistanês. Desde o início da ofensiva, cerca de 970 suspeitos e 48 soldados foram mortos.

Não há informações sobre baixas entre civis, embora os insurgentes denunciem dezenas de mortes de mulheres e crianças.

"Nossas forças de segurança estão chegando por diferentes direções e conseguiram provocar muitas mortes", disse o porta-voz militar paquistanês major-general Athar Abbas, à imprensa. Segundo ele, as tropas paquistanesas cercam Mingora para "isolar e bloquear a escapada de terroristas". Não há informações sobre quantos civis continuam em Mingora.

Para o Paquistão, muitos talebans cortaram suas barbas (um símbolo de identificação dos insurgentes) para escapar, em meio aos civis, dos alvos do Exército paquistanês. Nenhum porta-voz dos talebans comentou as declarações do Exército. (Da Folha Online)

Carregando