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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Pentágono avalia que Irã pode ter bomba nuclear em três anos

O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, almirante Mike Mullen, disse neste domingo que em três anos, possivelmente, o Irã estará preparado para fabricar uma bomba, motivo pelo qual declarou que ainda há tempo para a diplomacia.

O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, almirante Mike Mullen, disse neste domingo que em três anos, possivelmente, o Irã estará preparado para fabricar uma bomba, motivo pelo qual declarou que ainda há tempo para a diplomacia.

Em entrevista ao programa "This Week", da rede de TV "ABC", o chefe das Forças Armadas americanas destacou que as hipóteses sobre o Irã com as quais os EUA trabalham indicam "claramente" que o país "está se movimentando nesta direção e continuará a fazê-lo".

Mullen lembrou que, na semana passada, o Irã realizou um bem-sucedido teste de um míssil de longo alcance e continua melhorando sua capacidade armamentística.

O almirante disse desconfiar do discurso do governo iraniano de que usará a energia nuclear apenas para fins civis. No entanto, declarou que um ataque às instalações nucleares iranianas traria "graves consequências", por isso ressaltou a importância de um diálogo com o governo de Teerã.

Nesse sentido, afirmou que os EUA devem se aproximar do Irã com "todas as opções sobre a mesa", para evitar que esse país fabrique uma bomba nuclear.

Desde o início do mandato, o presidente americano, Barack Obama, disse estar empenhado em "estender a mão" ao regime iraniano, desde que Teerã "abra o punho", mas houve poucas demonstrações de que o governo iraniano tenha recuado da beligerância em relação aos americanos que marca o regime islâmico –entre elas, a libertação no último dia 11 da jornalista iraniano-americana Roxana Saberi, que havia sido condenada por espionagem.

A relação entre os países voltou a ficar tensa no último dia 20, quando Ahmadinejad, que está em campanha pela reeleição, anunciou que o Irã havia testado com sucesso um míssil terra-terra com alcance de cerca de 2.000 km –suficiente para atingir Israel– e rejeitou recuos no programa nuclear para produção de energia elétrica. Para Washington, o programa é um disfarce para o desenvolvimento de uma bomba nuclear.

Mas não é só dos dois países que depende um acordo. Sentindo que Israel corre risco de ser atacado caso o Irã possua armamento nuclear, o governo israelense se movimenta e não descarta uma ação militar unilateral contra as instalações nucleares iranianas, a exemplo do que fez nos anos 80 contra supostos laboratórios de desenvolvimento de armas atômicas no Iraque.

O próprio Obama deixou entrever que a mão americana pode não ficar estendida para sempre em direção ao Irã. Ele sugeriu na semana passada que os EUA promoverão maiores sanções internacionais contra o governo de Teerã caso, até o fim do ano, continue se opondo ao início de um diálogo sobre o programa nuclear. (Da Efe / Folha Online)

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