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Airbus: Aeronáutica admite desconhecer localização de destroços

A Aeronáutica admitiu na noite desta sexta que não tem mais a localização dos destroços avistados no oceano Atlântico

A Aeronáutica admitiu na noite desta sexta-feira que não tem mais a localização dos destroços avistados no oceano Atlântico ao longo da semana. De acordo com brigadeiro Ramon Borges Cardoso, diretor do Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), as correntes marítimas fizeram o material já avistado, desaparecer.

Segundo ele, a corrente fez com que o muitos dos objetos avistados em uma área de aproximadamente 5 km –entre fios, peças do interior de aeronave e a poltrona– "fosse desassociado". "Hoje estamos iniciando buscas em pontos onde, de acordo com a corrente, os materiais deverão estar", afirmou o brigadeiro.

Segundo o diretor do Decea, a prioridade era localizar sobreviventes ou corpos nos primeiros dias de buscas. Agora, os trabalhos priorizam o encontro de destroços.

"Quando localizava alguma coisa, então, colocava uma aeronave para verificar. Em seguida, abandonavam, para não perder tempo, porque poderia ter sobrevivente ou corpo. Com possibilidade reduzida, a aeronave avista qualquer coisa, circula, verifica probabilidade e, se houver possibilidade [de ser destroços do voo], manda um navio par fazer recolhimento", afirmou Cardoso.

O brigadeiro afirmou que os objetos desapareceram do campo de visão das aeronaves de busca porque também podem ter afundado.

"A dificuldade, além de pedaços serem pequemos e área grande, alguns dos destroços podem ter afundado. Não temos garantia que ficarão flutuando tempo todo", disse o diretor do Decea.

Ajuda

Hoje, a aeronave francesa Atlantic Rescue D passou a integrar as equipes de busca –outra aeronave francesa e uma americana também participam das buscas. No total, 12 aeronaves estão mobilizadas na Base Aérea de Natal e em Fernando de Noronha para o trabalho, além dos três navios e um helicóptero da Marinha. Dois outros navios da Marinha estão a caminho.

O avião desapareceu quando seguia do Rio para Paris com 228 pessoas a bordo –12 tripulantes e 126 passageiros, entre eles 58 brasileiros, de acordo com a companhia aérea.

Busca

Nesta sexta, a chuva e a baixa visibilidade prejudicaram as buscas no oceano. Nesta semana, aeronaves militares identificaram destroços nas águas, que ainda não foram removidos. Ontem, peças que seriam do avião foram retiradas do oceano, mas, segundo Cardoso, não são do avião que fazia o voo 447. Uma mancha de óleo avistada no local também não foi relacionada com o acidente.

Os destroços que forem retirados da água serão levados para Fernando de Noronha. As investigações sobre o acidente ficam sob responsabilidade da França. (Da Folha Online)

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