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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

OMS registra mais de 29 mil casos de gripe suína em 74 países

Ao menos 29.669 pessoas, de 74 países, já contraíram gripe suína –como é chamada a gripe A (H1N1)–, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Ao menos 29.669 pessoas, de 74 países, já contraíram gripe suína –como é chamada a gripe A (H1N1)–, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Em 145 casos, os pacientes morreram. O balanço foi divulgado no dia seguinte ao anúncio da organização de que a doença causada pelo vírus atingiu o nível de pandemia. O termo tem relação apenas com a ampla distribuição geográfica da gripe suína, considerada uma doença ‘moderada’.

Os Estados Unidos continuam sendo o país com o maior número de casos –13.217, com 27 mortes. Em seguida vem o México, considerado o epicentro da doença, com 6.241 casos confirmados e o maior número de mortes, 108.

No Canadá, 2.978 pessoas foram contaminadas pelo vírus da gripe suína; quatro delas morreram. No Chile, dos 1.694 casos confirmados, dois resultaram em morte.

Costa Rica, República Dominicana, Guatemala e Colômbia relataram, cada um, uma morte causada pela gripe suína.

O Brasil possui 52 casos confirmados, mas nenhuma morte foi registrada.

Os demais países com casos de gripe suína são Austrália (1.307), Reino Unido (822), Japão (549), Espanha (488), Argentina (343), Panamá (221), China (188), Costa Rica (104), Alemanha (95), República Dominicana (91), Honduras (89), Peru (79), Filipinas (77), Guatemala (74), França (73), El Salvador (69), Israel (68), Equador (67), Itália (56), Nicarágua (56), Coreia do Sul (53), Uruguai (36), Colômbia (35), Holanda (35), Nova Zelândia (27), Paraguai (25), Venezuela (25), Vietnã (23), Suíça (20), Suécia (19), Kuait (18), Cingapura (18), Bélgica (14), Noruega (13), Irlanda (12), Dinamarca (11), Jamaica (11), Romênia (11), Egito (10), Turquia (10), Índia (9), Líbano (8), Tailândia (8), Áustria (7), Grécia (7), Polônia (7), Cuba (6), Bolívia (5), Malásia (5), República Tcheca (4), Estônia (4), Finlândia (4), Hungria (4), Islândia (4), Trinidad e Tobago (4), Barbados (3), Rússia (3), Eslováquia (3), Bulgária (2), Ilhas Cayman (2), Portugal (2), Bahamas (1), Bahrein (1), Chipre (1), Dominica (1), Luxemburgo (1), Arábia Saudita (1), Ucrânia (1), Emirados Árabes (1).

Vacina

A empresa farmacêutica suíça Novartis informou nesta sexta-feira ter produzido com sucesso o primeiro lote de uma vacina contra a gripe suína.

O laboratório, que fez o anúncio semanas antes do esperado, afirmou que vai utilizar o primeiro lote de vacina para a avaliação pré-clínica e testes –os quais devem começar em julho. Segundo a empresa, a vacina foi feita em células, e não cultivada em ovos (técnica normalmente utilizada na fabricação de vacinas), porque permitiria maior rapidez no processo.

A OMS havia informado que as vacinas para a gripe suína deveriam estar aprovadas e prontas para venda em setembro e recomendou, nesta quinta-feira, que as autoridades reguladoras dos países trabalhem em conjunto para ajudar na aprovação rápida das vacinas.

A vacina anunciada pela Novartis foi produzida em uma fábrica em Marburg, na Alemanha. A companhia afirmou que a unidade poderá potencialmente produzir milhões de doses de vacina por semana.

A Novartis informou que mais de 30 governos solicitaram suprimentos do medicamento, incluindo o Departamento de Saúde dos Estados Unidos, que fez uma encomenda no valor de US$ 289 milhões em maio.

Algumas das principais companhias farmacêuticas do mundo estão trabalhando no desenvolvimento de uma vacina contra o novo tipo de vírus influenza A H1N1, que causa a gripe suína. O anúncio de pandemia da OMS impulsionou as ações das farmacêuticas Glaxo, Novartis e Sanofi, que subiram entre 2% e 4,5% na bolsa de Nova York nesta quinta-feira.

‘Moderada’

Quando anunciou a elevação para o nível máximo do grau de alerta por causa da gripe suína, a diretora-geral da OMS disse que se trata de ‘uma pandemia moderada’. A decisão de declarar a pandemia (epidemia generalizada) –a primeira em 41 anos– foi tomada devido à abrangência mundial da doença, que já atinge 74 países, e não à periculosidade do vírus.

A última declaração de pandemia ocorreu em 1968, quando um surto de gripe causou a morte de mais de 1 milhão de pessoas em todo o mundo. Em todo o século 20, foram registradas três pandemias.

A transmissão intercomunitária do vírus, assim como a extensão geográfica dos novos casos, são os principais critérios analisados pela OMS para determinar a passagem da fase cinco para a fase seis, o nível máximo na escala de alerta de pandemias.

‘Pandemia significa extensão [do vírus]. Mas um maior nível de alerta pandêmico não significa necessariamente que vamos ver um vírus mais perigoso ou que muita gente vá ficar gravemente doente’, disse, em entrevista coletiva.

O anúncio desta quinta-feira, aguardado nos últimos dias, é a confirmação científica de que um novo vírus da gripe surgiu e rapidamente se espalhou pelo globo, e não que o vírus se tornou mais perigoso.

A diretora da OMS descreveu o vírus como ‘moderado’. Ela salientou que a maioria dos casos é leve e não precisa de tratamento. Entretanto, existe o temor de que uma série de novas infecções possa lotar os hospitais, especialmente nos países mais pobres.

Cerca de metade das pessoas que morreram após contrair o vírus da gripe suína era de jovens saudáveis –público que normalmente não é suscetível à gripe comum, que atinge entre 250 mil e 500 mil pessoas por ano.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos). (Da Folha Online)

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