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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Brasil passa sufoco, mas vai à final da Copa das Confederações com gol no fim

O bom futebol e as vitórias com folga obtidas diante dos Estados Unidos e da Itália não apareceram, mas ainda assim o Brasil conseguiu se classificar para a final da Copa das Confederações.

O bom futebol e as vitórias com folga obtidas diante dos Estados Unidos e da Itália não apareceram, mas ainda assim o Brasil conseguiu se classificar para a final da Copa das Confederações. O triunfo por 1 a 0 sobre a anfitriã África do Sul, em Johannesburgo, saiu com um gol de Daniel Alves, aos 43min do segundo tempo.

A equipe pentacampeã mundial irá decidir o torneio dos vencedores continentais diante dos Estados Unidos, no domingo, novamente em Johannesburgo. No mesmo dia, a África do Sul, que é dirigida pelo brasileiro Joel Santana, decide o terceiro lugar da competição diante da Espanha.

O Brasil é o maior campeão da Copa das Confederações com dois títulos, em 1997 e 2005. A França é o outro país que foi campeão duas vezes –2001 e 2003.

Esta será a segunda final da seleção na "era Dunga", iniciada após o Mundial da Alemanha, em 2006. Na primeira decisão, o Brasil obteve uma de suas vitórias mais expressivas dos últimos anos, fazendo 3 a 0 na Argentina e ficando com o título da Copa América-2007.

A outra competição oficial do time sob o comando do atual treinador foi a Olimpíada de Pequim. Com a seleção sub-23, ainda que reforçada por Ronaldinho e Thiago Silva, ele acabou levando a medalha de bronze.

O jogo

O Brasil entrou em campo nesta quinta alertado pela surpreendente eliminação da Espanha. No primeiro jogo da semifinal, a campeã europeia e líder do ranking da Fifa foi derrotada pelos Estados Unidos.

O resultado impediu que a Copa das Confederações fosse decidida entre a seleção mais vitoriosa da história, a brasileira, e a equipe mais badalada momento, a espanhola.

Dunga escalou diante dos anfitriões praticamente o mesmo time que bateu a Itália por 3 a 0, na última rodada da fase de grupos. A única mudança foi a saída de Juan, que está fora da competição devido a um problema muscular. Luisão, que já havia substituído o zagueiro da Roma durante a partida contra o time campeão mundial, foi novamente o escolhido.

Apesar de ter a posse de bola desde os minutos iniciais, o Brasil só finalizou bem aos 12min, em um chute de Ramires que o goleiro Khune encaixou. Na sequência, foi a vez da África do Sul levar perigo. O lateral-direito Gaxa bateu cruzado e bola passou perto à trave.

Aos 21min, mais uma boa oportunidade sul-africana. Após cobrança de falta, o capitão Aaron Mokoena surgiu sozinho entre Lúcio e Luisão no meio da área e cabeceou por cima de Júlio César.

A partir deste lance, o time anfitrião passou a dominar o meio-campo e a atuar na intermediária de defesa do Brasil, que se postava para contra-atacar. Em alguns momentos, a seleção chegou a sofrer uma forte pressão.

Em jogada individual de Kaká, o placar quase foi aberto. Aos 38min, o meia-atacante do Real Madrid partiu com a bola dominada, cortou para o meio e bateu buscando o ângulo de Khune. O chute, no entanto, foi para fora.

O segundo tempo começou sem grandes mudanças. A África do Sul teve sua grande chance aos 12min. Modise chutou de fora da área, a bola desviou em Luisão no meio do caminho. Júlio César conseguiu se recuperar no lance e espalmou para escanteio.

Conforme o tempo foi passando, a situação foi ficando mais crítica. Se na primeira etapa o Brasil ainda conseguia chutar a gol, no segundo, as finalizações foram rareando, e o time africano crescendo.

Só aos 36min, Dunga fez a primeira substituição. André Santos deixou o campo para a entrada de Daniel Alves, lateral-direito de origem, mas que atuou pelo lado esquerdo do campo.

O jogador do Barcelona teve a chance de definir a partida e não desperdiçou. Aos 42min, Ramires sofreu falta da entrada da área. Daniel Alves bateu no canto do goleiro e conseguiu passar por Khune. (Da Folha Online)

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