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Sarney vai pedir à Procuradoria que investigue supostas contas no exterior em seu nome

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), divulgou uma nota neste sábado em que afirma que vai pedir, na próxima segunda-feira (13), que a Procuradoria-Geral da República investigue a existência de contas no exterior em seu nome.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), divulgou uma nota neste sábado em que afirma que vai pedir, na próxima segunda-feira (13), que a Procuradoria-Geral da República investigue a existência de contas no exterior em seu nome. A nota é uma resposta à uma reportagem da revista "Veja" deste fim de semana, que diz que Sarney tem uma conta fora do país administrada pelo ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira.

Segundo a nota, Sarney vai enviar ofício conferindo todos os poderes e "outorgando as permissões previstas nas leis brasileira e de quaisquer países" à Procuradoria para que se peçam informações sobre essas supostas contas bancárias.

Esse ofício vai autorizar ainda a requisição de informações sobre valores, ações, depósitos, investimentos, propriedades e movimentação financeira que estejam no nome de Sarney.

A assessoria do senador, porém, informou que não comentaria a denúncia da Folha, de que uma associação ligada a Sarney, mesmo inadimplente, continua recebendo verba estatal. Também não se manifestaria sobre reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo", sobre Sarney ter "responsabilidades financeiras" na fundação que leva seu nome, apesar da negativa do parlamentar.

Reportagem

Segundo a reportagem de "Veja", a conta secreta de Sarney teria sido encontrada a partir de uma auditoria do Banco Central no falido Banco Santos, de Edemar.

Entre os documentos do Banco Santos que passaram por auditoria depois da falência está um arquivo chamado "JS-2", que, em sete linhas relata a movimentação de uma conta em dólares no exterior. A revista diz que "JS-2" era o nome-código de uma conta em dólares de José Sarney e que as anotações feitas por Edemar em 10 de junho de 2001 se referiam a movimentações de fundos.

Segundo a reportagem, Edemar registrou a entrega de US$ 10 mil em Veneza a "JS" neste dia em documentos recolhidos pelos interventores do Banco Santos que estão em poder da Justiça. Neste dia, Edemar e Sarney estavam em Veneza.

A revista lembra que não é crime ter conta no exterior. Crime é mandar o dinheiro para o exterior sem informar as autoridades brasileiras e sem comprovar a origem dos recursos. A reportagem diz que os documentos significam um novo constrangimento para Sarney.

Outro lado

A reportagem da Folha Online não conseguiu localizar Sarney nem Edemar para comentarem a reportagem de "Veja"

À revista eles disseram que desconheciam os fatos apurados pelos interventores e pela Polícia Federal e registrados nos documentos de Edemar. (Da Folha Online)

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