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Intervenção do MP na Fundação Sarney repercute no Jornal Nacional

O Conselho de Ética do Senado recebeu nesta quarta-feira mais um pedido para investigar o presidente da casa, José Sarney. Um dos motivos é a denúncia contra a fundação que leva o nome dele.

Governo e oposição fazem guerra no Senado

O PSOL fez a segunda representação do partido contra José Sarney. No total, agora, são cinco pedidos de investigação.

O Conselho de Ética do Senado recebeu nesta quarta-feira mais um pedido para investigar o presidente da casa, José Sarney. Um dos motivos é a denúncia contra a fundação que leva o nome dele.

Veja a reportagem

Faxina no Senado, do lado de fora. São os preparativos para a volta do recesso. Os partidos também se preparam. Nesta quarta-feira, o PSOL fez a segunda representação do partido contra José Sarney. No total, agora, são cinco pedidos de investigação.

“A representação por quebra de decoro contra o presidente Sarney está mais do que configurada pela negativa dele de que não tem responsabilidade na fundação José Sarney, no Maranhão”, disse o senador José Nery, líder do PSOL.

E vai ser uma guerra de representações no conselho de ética. O PMDB vai representar contra o líder do PSDB, Arthur Virgílio. Se Sarney não se afastar do cargo, o Democratas diz que também vai representar contra ele e aí, fica na mira do grupo de Sarney, liderado por Renan Calheiros. Renan diz que a crise política virou crise de partidos. Mas nenhum partido está unido.

“No momento em que o PSDB puxou para algo partidário, o PMDB vai dar a reciprocidade partidariamente”, disse o senador Wellington Salgado (PMDB-MG).

“O Sarney não pode repetir o erro do Renan, de em vez de se defender e dar explicações, sair na base do contra-ataque, com ameaças”, disse o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

No Maranhão, o Ministério Público reprovou as contas da Fundação José Sarney entre 2004 e 2007, como mostrou o jornal O Estado de São Paulo. Entre as irregularidades está o desvio de dinheiro de patrocínio da Petrobras. A fundação vai sofrer intervenção.

“Há indícios deste desvio de dinheiro, agora falar quem foi beneficiado com isso, se foi um ou outro nós ainda não temos como dizer”, disse a promotora Sandra Elouf.

Em nota, a fundação declarou estranhar a reprovação das contas só agora. E que é incorreto afirmar que houve desvios e irregularidades antes de ouvir a defesa. A fundação pretende recorrer a meios administrativos e judiciais para aprovar as contas. E que, até agora não foi notificada sobre a intervenção. (Do Jornal Nacional / Rede Globo)

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