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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Especialistas falam sobre menina ter sido morta por tubarões no Araçagi

Especialistas da capital que tentam esclarecer de onde partiu o ataque, no último domingo (6/9), à menina Ingrid Brasil, 13 anos, após morrer afogada na praia do Araçagi.

Ataques de tubarão!? Essa é a atual e principal dúvida entre os especialistas da capital que tentam esclarecer de onde partiu o ataque, no último domingo (6/9), à menina Ingrid Brasil, 13 anos, após morrer afogada na praia do Araçagi.

Para alguns estudiosos, a garota pode ter sido vítima de um grupo de tubarões de pequeno porte. No entanto, para o professor Antônio Carlos Leal de Castro, do Departamento de Oceanografia da Ufma, que integra o quadro de mestres de Ciências Aquáticas e Biologia, a probabilidade de um ataque de tubarões seria baixa. "Primeiro porque as espécies que nós temos aqui habitam na área conhecida pelos pescadores como Canal dos Navios, em alto-mar. E no segundo caso é que somente com um excesso de atrativo, o que não ocorreu", analisou.

De acordo com o professor, as espécies mais comuns na região do Maranhão seriam os Junteiro (Carcharhinus porosus) e Figuinho (Rhizoprionodus porosus), todos de pequeno porte. Já de grande porte, os que são naturais das águas maranhenses é o Boca Redonda (Carcharhinus Ceuca), Lixa ou Urumaru (Giseymostoma Cirratum), e Sacuri (Carcharhinus acronatus).

Segundo ele, esses tubarões não costumam alterar a tradicional rota deles, ficando em baixo mar, salvo em casos de atração por alimentos, o que ele acredita não ter acontecido na praia do Araçagi, no último domingo, quando a garota foi "sugada" para dentro do mar, como contam as testemunhas.

Para Leal, os tubarões do Maranhão sempre se mantiveram dentro da área chamada de Plataforma Interna. "Eles seguem essa linha de ficar dentro da plataforma interna. Quase nunca eles seguem para beira da praia, onde as testemunhas informam que seria o local que a menina estaria. Pelo que eu fiquei sabendo a água não cobria nem o ombro dela", relatou o professor que descarta a possibilidade de ter sido de um tubarão.

Já o zoólogo e especialista em ecologia e taxonomia de peixes, o professor Nivaldo Piorski, afirmou que ataques de tubarões naquela região marítima onde foi encontrado o cadáver da jovem não é normal.

Ele ainda acrescenta que talvez a morte da menina possa ter acontecido por afogamento. "Ela pode ter morrido por afogamento, e nisso o corpo foi arrastado pelas ondas marítimas, fazendo com que ela se afastasse da praia. Não posso afirmar com precisão se ela foi mordida por tubarões. Ela pode ter sido atacada por peixes, pois, naquela área podem-se encontrar vários tipos de peixes carnívoros", explicou. (Do Correio Braziliense)

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