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Governo do Estado elabora Plano de Educação Profissional

O Plano tem por objetivo principal promover a capacitação profissional da mão de obra maranhense para atender as novas demandas dos novos investimentos – estimados em R$ 100 bilhões – e do crescimento econômico.

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Sedinc), em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Ifma), apresentou a secretários de Estado, na sexta-feira (28), no Palácio Henrique de La Roque, a versão preliminar do Plano Integrado de Educação Profissional do Maranhão.

O Plano tem por objetivo principal promover a capacitação profissional da mão de obra maranhense para atender as novas demandas dos novos investimentos – estimados em R$ 100 bilhões – e do crescimento econômico.

Estruturado para duas fases, o Plano prioriza, na primeira fase, a educação inicial, continuada e técnica, voltada para os setores econômicos da indústria, construção civil, comércio, serviços e agropecuária. Na segunda etapa, a atuação e abrangência serão ampliadas de acordo com a evolução do cenário socioeconômico maranhense.

É orientação do Plano a otimização da capacidade educacional instalada nas redes pública e privada, por meio de parcerias e compartilhamento de instalações e equipe de professores harmonizados diretamente com a demanda.

O Plano é elaborado em conjunto com o setor empresarial (Alumar, Vale, Federação das Indústrias do Maranhão – Fiema, e o ICE/MA), institutos de educação profissional públicos e privados (Ifma, Sistema S – Senai, Senac e Unyca) e as Secretarias de Estado de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Educação, e Ciência e Tecnologia. Também contribuíram as Secretarias do Trabalho, Desenvolvimento Social e o Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos do Maranhão (Imesc). Ifma e Sedinc coordenam a elaboração do plano.

"O Estado vai ter um instrumento de gestão para qualificação profissional a nível operacional e estratégico, que será atualizado o tempo todo. Iremos criar um sistema de gestão operacional independente de governos, que possa ser um processo permanente de qualificação para que o estado tenha todos os benefícios de seu desenvolvimento. O objetivo é que o Plano se desenvolva não só no ponto de vista econômico, mas também social no ponto de vista da qualidade de vida da população", explicou o secretário do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Maurício Macedo, ao falar da importância do plano.

Para o secretário-chefe da Casa Civil, Luís Fernando Silva, o trabalho dará um novo rumo ao esforço que o governo está empreendendo em prol da educação profissional. "Na hora em que damos as mãos, governo, iniciativa privada e as instituições, como o sistema S, universidades e centros de formação tecnológica, vamos fazer no Maranhão o maior programa de educação profissional, observou.

Ao falar da contribuição do Ifma, o reitor José Ferreira Costa, afirmou que a instituição, que participa da elaboração do Plano desde os primeiros passos, procura fazer o seu papel social com a educação profissional do Estado. "Uma grande iniciativa que vem responder esse que talvez seja o maior desafio do Maranhão nesse momento, que é ter mão de obra qualificada", comentou José Ferreira Costa.

Para a secretária de Educação, Olga Simão, esse trabalho é de extrema importância para a política educacional do estado, pois permitirá ao governo fazer um mapeamento real da demanda de cada área. "É muito importante porque até então nós não tínhamos um estudo, um levantamento. Então, com este trabalho, nós iremos realmente poder priorizar e direcionar a educação profissional do Maranhão", comentou Olga Simão.

O diretor da Alumar, Nilson Ferraz, frisou que as empresas em instalação no Maranhão têm de ajudar nesse processo. "Durante os três anos e meio do projeto de expansão da refinaria de alumina nós conseguimos qualificar em torno de oito mil pessoas. Foram oito mil profissionais que estão aí no mercado de trabalho e que passaram por uma experiência muito boa na Alumar. Cada empresa deve dar a sua contribuição”, observou.

O próximo passo do plano será a assinatura de um protocolo de intenções para que os parceiros possam participar, junto com o governo, desse grande esforço de maneira coordenada, para que todas as metas sejam alcançadas. No momento, o plano está em processo de validação com os parceiros e secretarias afins. Também serão realizadas reuniões com as empresas, com os representantes dos trabalhadores, dos sindicatos e, a partir daí, iniciar e operacionalizar o plano.

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