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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Maranhão vai combater tuberculose entre as populações indígenas

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) estão discutindo melhorias para o combate a tuberculose entre as populações indígenas no estado.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) estão discutindo melhorias para o combate a tuberculose entre as populações indígenas no estado. O encontro está acontecendo desde o início da semana no Espaço Visão & Perfil e será encerrado nesta quarta-feira (2). Os trabalhos estão sendo desenvolvidos em torno da capacitação de 36 profissionais da área da saúde, que atuam diretamente nas comunidades indígenas.

Segundo a coordenadora Estadual do Programa de Controle da Tuberculose, Rosane Leandra Carvalho, o objetivo do encontro é trocar experiências e discutir as problemáticas para o diagnóstico e tratamento dos casos de tuberculose em meio às populações indígenas no Maranhão. A SES está colaborando com o treinamento de enfermeiros, bioquímicos e nutricionistas ligados a Funasa.

Rosane Carvalho diz que a política de ações de combate a doença no estado é tratada de forma global, mas em meio a populações indígenas tem sido intensificada, atendendo aos mesmos critérios que em outros casos de populações vulneráveis, como por exemplo, a população de moradores de rua e encarcerados. Para ela, a parceria com os municípios é essencial para a redução de casos da tuberculose mediante a adoção de políticas especificas para cada população, sem excluí-las das ações básicas de saúde.

“É necessário que os gestores em saúde se comprometam nesta luta contra a tuberculose e entendam que este acompanhamento não é uma política distinta do SUS, mas um esforço conjunto de todas as esferas para que os casos fiquem pelo menos dentro do preconizada pelo Ministério da Saúde”, explicou a coordenadora.

De acordo com Wellington Freitas, organizador do evento e coordenador do Programa da Tuberculose da área indígena da Funasa, em 2010 foram notificados 33 novos casos de Tuberculose na população indígena do Maranhão, sendo 09 com baciloscopia positiva. De acordo com ele, a incidência de casos de tuberculose entre indígenas tem se mantido alta no estado, algo em torno de 38,2 casos para cada grupo de 1000 indivíduos.

“Entre as diversas razões, como por exemplo, a falta de informação e diagnose precoce, a propensão natural também aparece como fator agravante, para os altos índices, uma vez que a possibilidade de contrair a doença é quatro vezes maior para o indígena”, enfatiza o coordenador. “É preciso que se aprimore e intensifique não somente as políticas de atendimentos como também as metodologias e o grau de acesso a informação disseminada nestas comunidades”, completou.

Ao final do treinamento o plano de ação resultante das discussões deve ser apresentado em forma de documento aos gestores públicos e de saúde dos municípios que reúnem os seis pólos base de localização dos povos indígenas no maranhão (Amarante, Arame, Barra do Corda, Grajaú, Santa Inês e Zé Doca), abrangidos pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), órgão ligado ao Ministério da saúde.

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