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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Preso em São Luís foragido da Justiça do Rio de Janeiro

Homem é acusado de envolvimento em dois homicídios e de participar de milícias

POR WELLINGTON RABELLO

Policiais do 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM) prenderam no início da semana passada o carioca Jeferson Evangelista França Goulart da Silva, conhecido como “Rato”, 26 anos, foragido da Justiça do Estado do Rio de Janeiro, onde responde processo por homicídio qualificado e é acusado de integrar um grupo de milicianos.

Foto: Divulgação

Jeferson Evangelista exibe arma de fogo, em foto encontrada na internet, e posa com a farda de garçom do Restaurante Nakajima

A prisão aconteceu na noite da última segunda-feira, 16, quando Jeferson Evangelista chegava ao restaurante de comida japonesa Nakajima, no bairro da Ponta d’Areia, onde trabalhava como garçom.

De acordo com informações obtidas pelo Jornal Pequeno, Jeferson Evangelista teve a prisão preventiva decretada no mês de março do ano passado pela Justiça carioca, sob a acusação de envolvimento em dois homicídios, ocorridos na cidade de Nova Iguaçu (RJ), tendo como uma das vítimas Elder Martins Costa. Além de Rato, teriam participado dos crimes mais duas pessoas, Alexandre Silva de Almeida, conhecido como “Xande”, 21 anos; e Wellington dos Santos de Castro, o “Papel”, 26 anos, ambos com suas preventivas decretadas e também foragidos.

Segundo o major Raimundo Nonato Santos Sá, comandante do 8º BPM, a captura de Jeferson Evangelista foi feita pelo tenente Reis, coordenador do policiamento da unidade (CPU), e pela guarnição da viatura do Bairro do São Francisco, em cumprimento ao mandado de prisão expedido pelo juiz André Luiz Duarte Coelho, da comarca de Nova Iguaçu. Em seguida, o acusado foi levado para o Plantão Central da Beira-Mar e apresentado ao delegado plantonista.

Na delegacia, como contou o major Sá, Rato disse desconhecer o mandado de prisão, mas teria afirmado que havia ouvido falar que ele era suspeito de envolvimento nos homicídios. Jeferson Evangelista disse residir na Rua Nova Princesa, quadra 49, casa 31, na área da Cidade Operária; porém, não soube informar o nome exato da comunidade.

“Fiquei surpreso quando soube que este homem perigoso trabalhava em um restaurante, na capital maranhense, tendo contato direto com os clientes. No entanto, não entendo como o dono desse estabelecimento contrata seus funcionários sem pedir uma declaração de antecedentes criminais, ainda mais sendo de outro Estado; e no caso deste acusado, a foto dele é facilmente encontrada na internet como procurado, vivo ou morto”, declarou o major.

Um sargento do Serviço de Inteligência da Polícia Militar do Maranhão (SI-PM), grupo que também estava à procura do suspeito, informou à redação do JP que Rato estaria morando em São Luís há mais de dois anos, tendo como outro endereço a casa de uma irmã dele, no Bairro do São Francisco. E que ela estaria viajando para a casa dos seus pais, no Bairro do Campo Grande – cidade do Rio de Janeiro, onde também residiria o acusado na capital carioca.

Na manhã da terça-feira, 17, Jeferson Evangelista foi transferido para a sede da Polícia Interestadual (Polinter), no Bairro da Vila Palmeira. E na última quinta-feira, 19, após a expedição de uma carta precatória pela Justiça carioca ele foi conduzido para o Centro de Triagem, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde iria aguardar a sua transferência para o Rio de Janeiro.

Milícia – Outra acusação feita contra Jeferson Evangelista é que ele seria integrante de um grupo de milicianos denominado “Liga da Justiça”, comandado pelo ex-policial Ricardo Teixeira da Cruz, o “Batman”.

As milícias da cidade do Rio de Janeiro são grupos que controlam várias favelas. São formadas por policiais, bombeiros, vigilantes, agentes penitenciários e militares, fora de serviço ou na ativa. Muitos milicianos são moradores das comunidades e contam com respaldo de políticos e lideranças comunitárias locais.

A princípio com a intenção de garantir a segurança contra traficantes, os milicianos passaram a intimidar e extorquir moradores e comerciantes, cobrando taxa de proteção. Através do controle armado, esses grupos também controlam o fornecimento de muitos serviços aos moradores. São atividades como o transporte alternativo (que serve aos bairros da periferia), a distribuição de gás, a instalação de ligações clandestinas de TV a cabo.

Fotos: Divulgação
Legenda (Jeferson Evangelista 7 e 3)
Jeferson Evangelista exibe arma de fogo, em foto encontrada na internet, e posa com a farda de garçom do Restaurante Nakajima
 

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