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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Cresce o risco de DSTs em jovens no período carnavalesco

As festas carnavalescas estão chegando, e uma grande quantidade de eventos não faltará para todos os públicos, especialmente, aos jovens

As festas carnavalescas estão chegando, e uma grande quantidade de eventos não faltará para todos os públicos, especialmente, aos jovens. Entretanto, em paralelo à folia, há perigos, como embriaguez, aumento no consumo de drogas e relações sexuais, sem segurança, ocasionando o crescimento nos registros de doenças sexualmente transmissíveis (DST), em especial a AIDS, sendo foco de campanhas nacionais de prevenção, nesta época do ano. São Luís ocupa o 1º lugar entre as capitais nordestinas e o 6º no ranking nacional, segundo dados do Ministério da Saúde (MS).

Risco de aids no carnaval foto Nestor Bezerra

Santiago Servin alerta para os riscos durante as festas carnavalescas

A AIDS, causada pelo vírus HIV, pode ser transmitida principalmente através da relação sexual (homo ou heterossexual) com pessoa infectada sem o uso de preservativos.

O proctologista Santiago Servin explica que “boa parte dos jovens inicia a vida sexual com o sexo anal, seja por medo de uma gravidez indesejada, de perder a virgindade ou pela falta de conhecimento em pensar que as DSTs não podem ser transmitidas desta maneira”. Segundo ele, a transmissão também pode ser feita por meio do compartilhamento de seringas e agulhas, principalmente, no uso de drogas injetáveis; reutilização de objetos perfurocortantes com presença de sangue ou fluidos contaminados pelo HIV.

Santiago Servin esclareceu que, embora o indivíduo seja contaminado pelo HIV, não significa que ele está com AIDS. Muitos soropositivos convivem anos sem apresentar sintomas ou desenvolver a doença, mas podem transmiti-lo por meio de relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de seringas contaminadas e ainda de mãe para filho durante a gravidez e amamentação.

Além da AIDS, outras doenças sexualmente transmissíveis podem ocorrer como a sífilis, gonorreia, HPV, etc. Todas são preocupantes e geralmente se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas. “Muitos jovens dão início à vida sexual precocemente e sem cuidados básicos, por isso a orientação dos pais e responsáveis, e até da escola, o conhecimento e utilização correta dos preservativos e não compartilhamento de objetos perfurocortantes podem prevenir o jovem destes males”, afirma o proctologista.

Uma das prevenções das doenças sexualmente transmissíveis e também de uma possível gravidez, de acordo com o site do MS, é a utilização de preservativo, mas nem todos os jovens ainda possuem conhecimento de sua importância e como utilizá-lo. Dados oficiais, apresentam uma redução no uso da camisinha em todas as faixas etárias, de 58% para 49% nas relações com parceiros casuais, o que mostra a falta de cuidado entre os que são ativos sexualmente.

Dessa forma, quanto mais cedo identificada a doença for, melhor para o paciente receber o tratamento adequado e eficaz, além de não transmiti-la para o parceiro. O tratamento das DST melhora a qualidade de vida do paciente e interrompe a cadeia de transmissão dessas doenças. O atendimento e ao tratamento são gratuitos nos serviços de saúde do SUS.

Preservativo – onde pegar – O preservativo masculino é distribuído gratuitamente em toda a rede pública de saúde. Caso não saiba onde retirar, ligue para o Disque Saúde (136). Também é possível pegar camisinha em algumas escolas parceiras do projeto Saúde e Prevenção nas Escolas.

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