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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Turma de Mangueira leva para a passarela a evolução da pintura

Escola vai apresentar o enredo “Da Gravura à Grafitagem a Mangueira Pinta o Sete”

Em busca de resultados melhores que os conquistados nos últimos anos, a Associação Recreativa, Beneficente, Cultural e Escola de Samba Turma de Mangueira, considerada a agremiação mais antiga de São Luís e do eixo Norte-Nordeste, leva à Passarela do Samba, em 2014, o enredo “Da Gravura à Grafitagem a Mangueira Pinta o Sete”. Criada em 25 de dezembro de 1928, a escola que nasceu embaixo de uma mangueira, no Bairro do João Paulo, retratará na avenida a evolução das diferentes formas de pintura e arte, passando pelos movimentos rupestres, artísticos, antropológicos até a grafitagem.

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Integrantes da escola de samba trabalham na confecção das alegorias e adereços. (Foto: G. Ferreira)

Segundo o carnavalesco Itamilson Lima, que está na Turma de Mangueira há seis anos, porém atua na área há 25, a escola, que exibe as cores verde e rosa, em alusão à Turma de Mangueira do Rio de Janeiro, entrará na avenida com três carros alegóricos, um tripé e 1.200 componentes, divididos em 12 alas. Ele explicou que a intenção da escola é mostrar a história da pintura em três momentos, contextualizando-a como meio de comunicação, expressão da alma e denúncia social. “O primeiro carro que terá duas frentes, exibirá a pintura rupestre e corporal mais primitiva, com o elemento indígena, como meio de comunicação. A segunda alegoria fará uma alusão ao Museu do Louvre, com várias obras de artes, enfatizando a expressão da alma. O terceiro e último carro alegórico foi denominado de ‘Pintando o Sete até a Grafitagem’, e é neste momento que exibiremos uma visão mais antropológica desta arte, demonstrando-a como forma de denúncia social”, afirmou.

De acordo com Itamilson Lima, que começou na Turma de Mangueira, em seguida levou seu trabalho a outras agremiações e, há seis anos, retornou para a escola de samba do João Paulo, o enredo de autoria do compositor Paulo Felipe teria projetado para o desfile de Passarela de 2013, mas como o evento não aconteceu, o tem foi remodelado para o carnaval deste ano. Ele disse que as 12 alas já estão prontas, bem como a comissão de frente e até amanhã (28), as alegorias já devem estar finalizadas, afinal a escola só desfilará no domingo (2), por volta de 22h40, sendo a segunda a apresentar na Passarela do Samba. “Teremos também como intérpretes além do compositor Kléber Costa, Edinho Magia e Gisele Padilha. Estamos com um total de 50 pessoas trabalhando na montagem dos adereços e cenografia e estamos preparados para disputar o título do carnaval 2014”, disse.

A diretora geral de Carnaval e tesoureira da Turma de Mangueira Cidália Costa, filha de um dos precursores da escola de samba e presidente de honra da entidade, Raimundo Cícero Costa, o “Dito da Mangueira”, relatou que a agremiação fará quatro apresentações durante todo o carnaval. Ela explicou que a escola passa por dificuldades e frisou que apenas a Prefeitura de São Luís entrou com apoio financeiro às entidades carnavalescas. “O Estado contratou quatro apresentações da Turma da Mangueira pelo valor de R$ 7 mil cada uma, o que é pouco diante do gasto que temos, afinal a nossa despesa para botar a escola na avenida é de R$ 180 mil. A Prefeitura nos apoiou com R$ 40 mil e foi o que nos ajudou, apesar de ainda não resolver o problema. A Turma de Mangueira, que é a pioneira não só em São Luís como em todo o Norte-Nordeste, foi criada durante uma partida de dominó, pelo saudoso Raimundo Messias, embaixo de uma mangueira, na Praça de São Marçal, no João Paulo. No início, as cores eram preto e branco por conta do dominó e o nome por causa da árvore, depois com a influência da escola carioca mudou para verde e rosa. Meu pai ‘Dito’ e meu tio ‘Zé Pivó’ foram os precursores e juntos conquistaram cinco títulos”, declarou.

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