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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Repórter inglês custeado pelo governo é assaltado

Com a intenção de melhorar a imagem do país para os estrangeiros no ano da Copa, o governo brasileiro teve a genial ideia de custear a viagem de um repórter inglês para, quem sabe, falar das maravilhas do Brasil. Só que infelizmente, no meio da coleta de informações, o homem foi assaltado. “A caminhada deste […]

Foto: Reprodução

Com a intenção de melhorar a imagem do país para os estrangeiros no ano da Copa, o governo brasileiro teve a genial ideia de custear a viagem de um repórter inglês para, quem sabe, falar das maravilhas do Brasil. Só que infelizmente, no meio da coleta de informações, o homem foi assaltado.

“A caminhada deste correspondente na praia de Copacabana com outras quatro pessoas às duas horas da manhã provou-se uma má ideia – e talvez ingênua – quando meia dúzia de jovens se materializou exigindo relógios e dinheiro e empunhando armas”, escreveu Ian Hebert em sua reportagem publicada no último domingo, pelo The Independent.

Em entrevista ao UOL, o repórter afirmou que apesar do susto, nada foi roubado. O grupo em que Ian estava começou a gritar durante a tentativa de assalto, o que dispersou os ladrões.

Quem bancou a chamada press trip – convite usado pelo poder público e empresas para que repórteres conheçam produtos e lugares – foi a Embratur, órgão que promove o turismo nacional no Brasil e exterior. Apesar do valor não ter sido divulgado, a viagem incluiu além do Rio de Janeiro, as cidades de Fortaleza e Manaus.

O título sugestivo que Ian resolver usar na sua reportagem talvez não seja o que o governo gostaria: “É caos no Brasil, mas não entre em pânico”.

Entretanto, a matéria aborda os pontos positivos do país e demonstra um fio de esperança em certos momentos. “Nada disso significa que a Copa não funcionará”, escreveu. “O torneio que está para começar pode ter imperfeições, mas vai viver por muito tempo na memória”, finalizou o repórter.

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