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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Como surge a potência de carros híbridos?

Os motores funcionam em conjunto, mas trabalham em regimes diversos, se complementando para atender às necessidades do momento

Foto: Reprodução

Em modelos híbridos, como Toyota Prius (foto) e Ford Fusion, a potência total não é o resultado da soma das entregues pelo motor a combustão e elétrico. No caso do sedã mexicano, por exemplo, são 190 cv de potência combinada, e não 263 cv, como sugere os 145 cv do 2.0 a gasolina em adição aos 118 cv do movido a eletricidade.

Isso ocorre porque os dois motores funcionam em conjunto, mas trabalham em regimes diversos, se complementando para atender às necessidades do momento.

Diretor pela comissão técnica da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), Edson Orikassa explica que os “esforços” são diferentes. De acordo com ele, enquanto o motor elétrico faz um trabalho magnético, o motor a combustão é mecânico. “Por isso, não há equiparação das forças”, afirma.

Orikassa acrescenta que o motor a combustão também pode ser responsável por recarregar a bateria do veículo. Isso ocorre quando o sistema regenerativo não acumula a energia suficiente, por exemplo.

O presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), Jayme Buarque de Hollanda, explica que as forças dos dois motores são direcionadas a uma caixa automática, que as transfere aos eixos. Baseado em vários parâmetros, o câmbio, do tipo sequencial, define a potência que será usada e de qual propulsor ela virá.

Na maioria dos híbridos do tipo misto (que trabalham com os dois motores ao mesmo tempo), o elétrico é o responsável por tirar o carro da inércia. “Nesses casos, o propulsor a combustão entra em ação apenas quando o carro estiver acima de 50 km/h”, diz Holanda.

Não é o caso do Mercedes S 400, no qual o motor a combustão move o carro e o elétrico fornece apenas potência extra quando há maior demanda.

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