Fechar
Buscar no Site
O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Novo ou usado? Especialista dá dicas para indecisos

Os financiamentos para compra de veículos, no Brasil, caíram 5% no ano passado

??????????????????????????Os financiamentos para compra de veículos, no Brasil, caíram 5% no ano passado e o resultado só não foi pior graças às vendas de carros usados, que permaneceram estáveis. Já os negócios com carros novos tiveram uma retração de 10%. Dentre as modalidades de financiamento, só os consórcios tiveram crescimento nas vendas.

E na hora de escolher que tipo de veículo comprar: novo ou usado? O que é importante se levar em conta? O comentarista de economia do programa Hora 1, Dony de Nuccio, explicou:

“O conforto e a praticidade são inegáveis: ter um carro é uma mão na roda. Mas dependendo do modelo, do uso e da cidade onde roda, um veículo de R$ 30 mil, considerando seguro, IPVA, estacionamento, manutenção, combustível e depreciação, pode custar até R$ 17 mil por ano.

Se você investisse todo ano esse dinheiro por uma década, poderia depois do período comprar sete carros iguais ao primeiro, já considerando o aumento dos preços com a inflação.

Sem dúvida, entrar em um carro com cheiro de novo, tirar o plástico do banco, ser o primeiro a sentar e dirigir tem um gostinho especial. Mas é fato também que quando você sai da concessionária, já perde cerca de 20% do valor logo de cara. E porque isso acontece?

Principalmente por duas razões. A primeira é a chamada assimetria de informação. Se coloque no lugar do comprador. Você pagaria o mesmo preço por um carro que está na concessionária e outro que está sendo vendido por um sujeito qualquer? Claro que nao! Que garantia ele te dá? Porque está querendo vender, será que bateu e arrumou a lataria correndo? Será que o carro deu problemas e ele quer se livrar do abacaxi? Será que depois de vender, ele vai desaparecer? É difícil ter certeza das respostas e, por isso, os preços caem.

Um carro usado, por outro lado, tem lá suas vantagens: pelo mesmo preço de um novo, você pode conseguir um carro mais completo, recheado de apetrechos e acessórios. Além disso, você se livra da parte direta da depreciação, que fisgou o bolso do primeiro proprietário.

Toda escolha implica em uma renúncia. É como uma troca, não tem certo e errado, o importante é a consciência financeira na hora da decisão.
A dica é que se for pagar à vista, brigue por um baita desconto. Se for financiar, faça as contas porque pequenas diferenças nos juros, dado o prazo longo, podem significar uma grande diferença no custo final.

Carregando