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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Montadoras do Brasil querem manter acordo com México

A limitação da venda de carros entre Brasil e México foi definida em março de 2012

Foto: Reprodução

Representantes dos governos brasileiro e mexicano se reuniram nesta sexta-feira (20) em Brasília para tratar do acordo automotivo entre os dois países, que termina em 19 de março próximo.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as negociações avançaram, mas não foram concluídas. Foi marcada uma nova reunião para a próxima sexta (27), na Cidade do México.

“Os governos brasileiros e mexicano reiteram seu interesse na pronta conclusão dessas negociações, de forma a fortalecer as relações bilaterais entre as duas maiores economicas da América Latina”, informou o MDIC, em comunicado à imprensa.

Fabricantes nacionais

O presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) do Brasil, Luiz Moan, disse, após o encontro em Brasília, que os fabricantes nacionais defendem a prorrogação do acordo nos termos atuais por, pelo menos, mais 5 anos.

“Consideramos que, neste momento, é o melhor caminho. É o caminho mais rápido. Lembro que temos um prazo desse acordo. Hoje, você tem uma regra de origem pré-definida, um volume de cotas pré-definidos, de US$ 1,6 bilhão [por 12 meses]. O que nós precisamos buscar agora é a estabilidade”, declarou ele.

Entenda o acordo

A limitação da venda de carros entre Brasil e México foi definida em março de 2012 pelos governos dos dois países, com diferentes valores num prazo de três anos. A atual cota, válida até 18 de março de 2015, é de US$ 1,64 bilhão (tanto de importação quanto de exportação).

Segundo Moan, da Anfavea, os fabricantes nacionais não estão conseguindo, entretanto, exportar integralmente a cota a que têm direito por conta da perde de competitivdade da indústria nacional.

Os mexicanos, porém, preenchem toda a sua cota e têm defendido abertamente a liberalização de comércio de veículos após o fim do acordo, em março.

Os veículos vindos do México ficaram isentos da taxa de importação de 35% no Brasil e do Imposto sobre Produtos Industrizados (IPI) determinada no passado pelo governo federal aos carros importados.

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