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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Placa de US$ 10 mil equipa carros que dirigem sozinhos

Material vai começar a ser entregue a diversas montadoras para novos projetos

drive_px 625Carros autônomos são a grande aposta de vários players da indústria automobilística, incluindo o genial Elon Musk, fundador e CEO da Tesla Motors, e também de quem não é exatamente “do ramo”, como é o caso da Google. E a grande questão em todas as situações é como você garante que o carro consiga lidar com a quantidade de inputs visuais e as decisões relacionadas a ele que um motorista humano tem de tomar.

Para o CEO da Nvidia, Jen-Hsun Huang, ensinar um carro a brecar sozinho quando o veículo da frente também para é tarefa muito parecida com a de ensinar um bebê a jogar pingue-pongue: os dois só precisam de muito treino e repetições para identificar o objeto e saber o que fazer quando ele aparecer. Porque, segundo Huang, nos dois casos ambos estarão equipados com um cérebro capaz de entender os inputs visuais e associar uma ação a eles.

No caso da Nvidia, o cérebro do carro poderá ser a nova placa Drive PX, que a fabricante mostrou esta semana durante a GTC 2015, conferência de desenvolvedores que acontece em San Jose (Califórnia). A placa custa US$ 10 mil e vai começar a ser entregue a diversas montadoras para novos projetos e desenvolvimento de carros totalmente autônomos.

A placa na verdade é um computador, já que tem nela dois chips Tegra X1 capazes de processar vídeo gerado por até 12 câmeras de bordo dos carros, em tempo real, e fazer 3,1 milhão de conexões. Segundo Huang, a ideia é que com uma placa Drive PX e aplicações de Deep Learning (uso de redes neurais para inteligência artificial e aprendizado de máquina) um carro possa “ver” ao seu redor e “aprender” a reagir a diferentes inputs – brecar se um cachorro cruza a rua na sua frente, por exemplo, ou desviar de um carro ou fazer uma curva – sem que isso seja uma lista de situações pré-definidas.

“Dirigir é um comportamento que aprendemos”, disse Huang durante a apresentação da Drive PX. Para o CEO da Nvidia, essa capacidade de aprendizado da máquina é que vai realmente garantir carros autônomos seguros e úteis.

Até agora, os carros autônomos mostrados no mercado usam sistemas que se baseiam em grande parte a uma lista pré-definida de tarefas, como brecar e mudar de pista para evitar colisão, e se restringem a determinados percursos mapeados. Mas carros totalmente autônomos e “espertos” precisam de um cérebro maior para correr, parar, desviar e andar, seja numa rua a 20 km por hora ou numa highway a 160 km por hora.

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