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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Pisar meio centímetro a mais no acelerador pode gerar multa

A redução de velocidade em via expressas, como a que aconteceu recentemente em São Paulo, ainda provoca discussões.

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A redução de velocidade em via expressas, como a que aconteceu recentemente em São Paulo, ainda provoca discussões. Um fato é que, quando se está rodando perto desse limite, em vias onde não há semáforo, é difícil “garantir” que não chegará a passar dele: pisar meio centímetro a mais no acelerador já pode fazer o carro superar a velocidade permitida, quando ela é de 50 km/h, por exemplo.

O curso do acelerador é diferente nos diversos modelos de carros, mas não foge muito dos 10 centímetros entre o ponto zero e o assoalho. A maneira correta seria fazer a avaliação em graus, mas vamos deixar de lado o preciosismo matemático para que possamos chegar a alguma conclusão. Dirigindo com mais atenção percebemos que efetivamente utilizamos por volta de 50% do curso do pedal do acelerador, ou seja, temos que dirigir cuidando de apenas 5 cm de profundidade.

O segundo ponto a considerar é a marcha em que você está: para os mesmos 5 cm utilizados no curso do acelerador, a velocidade pode ser muito diferente. Você sabe que, se pisar 5 cm em quarta marcha, sua velocidade será muito maior do que se estivesse na terceira. Então é melhor andar em terceira marcha, pois você terá o maior controle do carro e a possibilidade de utilizar o freio motor, certo? Como diria a galera, “o bagulho é tenso”.

Utilizar a terceira marcha ajuda a controlar o carro, mas aumenta o consumo de combustível, além de contribuir com aumento as emissões de CO2, por conta do aumento de rotações do motor.

Além disso, gera algum desconforto no motorista, que, instintivamente, acaba colocando a quarta marcha. É nesse momento que ele fica mais vulnerável aos radares, pois qualquer meio centímetro a mais no pedal do acelerador poderá leva-lo a ultrapassar o limite da via.

Veículos automáticos e ou turbo são mais difíceis segurar
Em alguns modelos, controlar a velocidade exige mais atenção do motorista: são os que possuem câmbio automático, por exemplo. Além de ter pouco “freio motor”, nem sempre se sabe em que marcha está e, consequentemente, não dá para saber qual a reação do acelerador.

Temos também os carros com motor de última geração, turbo aspirados e com torque acima de 20 kgfm. Esses motores despejam uma potência maior em baixas rotações (1.500 rpm).

Nos dois casos, a sensibilidade no pedal fica ainda maior. Por mais que eu seja contra acelerar e frear, não tem jeito: você terá que utilizar o freio com alguma frequência.

Segundo portaria do Conselho Nacional de Transito (Contran), existe uma tolerância de até 7 km/h no limite de velocidade, pois tanto o velocímetro do seu carro quanto os radares podem ter problemas de aferição. Mas, cuidado: uma roda com diâmetro maior, a inclinação da via ou um simples bate papo dentro do carro poderão tirar sua atenção do velocímetro e você acabará utilizando essa tolerância.

Limitador
Alguns poucos modelos de carros, basicamente de luxo, oferecem como acessório limitadores de velocidade. Este sistema permite que você estabeleça a velocidade máxima que seu veículo deve atingir, é uma boa ferramenta contra as multas. Dentro das cidades, ele gera algum desconforto no motorista caso ele precise acelerar acima do limite para sair de uma situação de emergência como, por exemplo, em uma ultrapassagem. Mas, considerando as opções acima, ainda é um recurso mais seguro do que confiar no seu pé.

Não resta dúvida de que dirigir em uma via expressa no limite de 50km/h é uma situação desconfortável. Caberá às montadoras achar soluções para essa relação tensa entre motorista e o automóvel.

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