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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Toyota mostra C-HR real… que lembra demais o Nissan Kicks

SUV compacto da Toyota ganha jeito de Nissan Kicks: formas arrojadas, teto colorido, interior refinado e tecnológico, mas aposta de “downsizing” (motor menor, com boa entrega de força e consumo) sob o capô

Toyota define design interior do C-HR como sendo “sensual tech”, ou tecnologicamente atraente; carro deve ter espaço para pelo menos quatro adultos com algum conforto e equipamentos mais atuais que os de Corolla e Hilux

Finalmente surgiu a cara real do Toyota C-HR, representante da marca no concorrido segmento de SUV pequenos. Quem primeiro terá acesso ao modelo é o mercado australiano e sul-asiático, onde também surgiu a atual geração da picape Hilux e do SUV SW4.

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Curiosamente, o C-HR lembra muito o brasileiro-mexicano Nissan Kicks.

Após aparecer como carro-conceito nos salões de Frankfurt e Tóquio, em 2015, e de Genebra, em março último, este Toyota mostra ter mantido muita coisa do protótipo. Sem dúvida, é o carro mais ousado da marca, com faróis alongados, frente ao mesmo tempo arrojada e robusta, para-choque amplo e com grande tomada de ar (que é visualmente esportivo e, importante, funcional, já que não há grade) e caimento de teto acupezado, com portas traseiras camufladas na carroceria.

Claro, alguns arroubos do projeto inicial deram origem a soluções mais simples e realistas. A Toyota não usa guias de luz de LED, como no conceito (infelizmente), mas pontos de LEDs junto aos faróis principais, seguindo o estilo de Hilux e Corolla. É isso o que veremos no C-HR real.

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Haverá, porém, opção de carroceria em duas cores, com o teto contrastante, como no rival da Nissan. Essa solução bicromática se estende ao interior, novamente como no Kicks. No exterior, a referência é outro Nissan, o Juke, que também tem visual diferentão e soluções estéticas chamativas.

“Tecnologia sensual”

Este é o nome do estilo da cabine, segundo a Toyota. Observando o comunicado técnico e as primeiras imagens, parece mais avançado que Corolla e Hilux, de fato. Comparando com outros modelos, lembra carros da BMW no estilo e encosta — repetimos — naquilo já proposto pelo Nissan Kicks.

Tela multimídia de seis polegadas se prolonga do centro do painel e abrigará também o controle de funções do carro, “ampliando o alcance do painel de instrumentos”, de acordo com a empresa.

É possível encontrar os comandos de ar-condicionado de duas zonas, faróis com facho automático (não apenas acendem sozinhos, mas também mudam sua intensidade para não ofuscar outros condutores), aquecimento de bancos e volantes, retrovisor interno eletrocrômico, câmbio CVT. No volante, teclas de áudio e comunicação, além do acesso ao sensor de faixa, alerta de colisão e ACC (controle de cruzeiro adaptativo) com freios automáticos.

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Também se percebe acabamento primoroso, com faixa colorida seguindo a cor do teto, além de plástico brilhante, plástico texturizado e dois tons de couro nos bancos e no painel, mais uma vez lembrando Kicks em alguns momentos e, em outros, alguns modelos da BMW. Novamente, trata-se do flerte de marcas generalistas com tecnologia de marcas premium.

Na Austrália, e certamente no resto do mundo (incluindo Américas e Brasil), o C-HR terá 4,35 m de comprimento, 2,64 m de espaço entre-eixos, 1,55 m de altura e 1,79 m de largura, se posicionando entre o Corolla e o RAV4.

Este posicionamento será também o de preço: ainda que sua presença em nosso país seja intuída, mas não confirmada pela Toyota, podemos apontar sua ação na faixa entre R$ 90 mil (o Corolla XEi, intermediário, parte no Brasil de R$ 91.680) e R$ 120/130 mil (RAV4 chega aqui por R$ 132 mil).

Apesar da promessa de motorização híbrida até mesmo no Brasil, o C-HR australiano chega às lojas na virada de 2017 com motor 1.2 turbo a gasolina, que a Toyota vai usar em substituição à dupla 1.8/ 2.0 aspirado em muitos mercados: esta opção rende 115 cv com 18,86 kgfm de torque.

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