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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Cantor e produtor Ale Muniz conta sobre o Festival BR 135, que acontece este fim de semana em São Luís

O BR 135 já é um festival de música renomado no circuito alternativo do país e acontece nos dias 24, 25 e 26 de novembro. Entrevista foi publicada no JP Turismo.

O BR-135 é um Festival de Música Alternativa que acontece há 5 anos no Maranhão. Idealizado por Ale Muniz e Luciana Simões (dupla Criolina), este ano o evento acontece nos dias 24, 25 e 26 de novembro, no Centro Histórico.

Segundo Ale Muniz, o foco é o desenvolvimento do novo mercado da música. Informação, discussão, desenvolvimento de novas ideias, networking, capacitação de profissionais, valorização dos músicos, novas formas de gerar receita, circulação de verba, exportação da música brasileira, viabilização de shows internacionais na América do Sul, formação de público e muitos outros assuntos urgentes estarão em pauta de forma direta e objetiva.

“Contribuir para que o Maranhão faça parte do Mapa Cultural do Brasil, não só provocando interesse e reconhecimento do Maranhão pelo seu valor cultural, mas também buscando fazer parte da engrenagem: criando espaços para apresentações; oferecendo ambiente para o repasse dos saberes; participando das discussões; recebendo e enviando personagens que fazem parte desse circuito, ou seja, fomentando a cultura em nosso Estado e no nosso país”, conta Ale.

Veja a programação completa do festival clicando aqui. 

Confira abaixo a entrevista.

Ale Muniz e Luciana Simões (Criolina). Foto: divulgação.

Ale Muniz e Luciana Simões (Criolina). Foto: divulgação.

JPT– Como surgiu a ideia do BR-135?

Ale – O Festival surgiu há 5 anos. As primeiras edições foram no finado Circo da Cidade “Nelson Brito”. Surgiu da vontade de movimentar a cena musical da cidade que andava um pouco tímida. Apesar de  São Luís ter uma cultura muito forte e expressiva, a gente do Criolina pôde observar e constatar nos festivais e feiras pelo Brasil a ausência de artistas do Maranhão, que é muito triste. Mas como muita coisa nasce de uma situação de incômodo, isso acabou servindo de estímulo para começarmos a nos movimentar neste sentido. Tentando, com isso, colocar o  Maranhão numa rota de festivais independentes. Ou seja, colocar São Luís nesse mapa cultural. Primeiro movimentando a cena local, na tentativa de fortalecê-lo e divulgar as bandas e artistas e, posteriormente, trazendo shows de fora do estado também, para promover este intercâmbio.

 JPT– Por que o nome BR 135?

Ale- Como São Luís é uma ilha, a nossa única via terrestre é a BR135, e o nome surgiu da ideia de caminho, estrada, alternativa pra se alcançar algo.

JPT– Qual o público estimado para este ano?

Ale – No ano passado o público que circulou pelo Festival foi de  36 mil pessoas. Como o Festival vem crescendo a cada ano, este número deve aumentar.

JPT– Quais as principais atrações desse ano?

Ale – Desde que o BR começou a trazer atrações de fora do estado, já passaram pelos palcos do BR artistas como:Arnaldo Antunes, Céu, Mombojó, Siba, Felipe Cordeiro, Dona Onete, Curumim, Orquestra Brasileira de Música Jamaicana e muitos outros.
Este ano o BR tem como atrações convidados Nação Zumbi, Liniker, Di Mello e Strobo. Além delas, 15 bandas do Maranhão e  de todo Brasil que foram selecionadas por uma curadoria.

JPT– Quais os critérios de escolha das bandas?

Ale – O Festival BR135 tem como característica a versatilidade, não é um festival de Rock, Reggae, Mpb, instrumental, etc… Mas ao mesmo tempo contempla todos esses gêneros. Vai da cultura popular ao rock sem problema nenhum. As bandas e artistas interessados  tem a oportunidade de se inscrever através de uma plataforma pela Internet e são submetidos a uma curadoria formada por jornalistas, radialistas, produtores de festivais e representantes de movimentos sociais ligados à música, que avaliam e selecionam as bandas.

JPT– Nos fale sobre o Conecta Música.

Ale – Os participantes do Conecta Musica, a etapa de formação que abrange palestras, oficinas e encontros entre artistas, produtores e jornalistas de várias cidades brasileiras irão debater sobre arte, cidadania, música, cultura digital e jornalismo cultural.

Entre os nomes confirmados estão Roberta Martinelli (TV Cultura e Rádio Eldorado), Alexandre Mathias (blog Trabalho Sujo), Marcelo Costa (blog Scream&Yell), Maurício Garcia (Virada Cultural SP), Júlio Barroso (Ocupa Minc RJ), Alexandre Rossi (Circo Voador RJ), Marcel Arêde (Amplicriativa) e Ricardo Rodrigues (Festival Contato).

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JPT– O público deste festival é em sua maioria jovens entre 18 e 35 anos. Você acha que faltava esse tipo de evento no Maranhão?

Ale- Sim, o público na sua maioria é esse de 18 à 35 anos. Eu acho que o Maranhão vive um novo momento na cultura, acho também que festivais e projetos como o BR135, SescGuajajara, e Lençóis Jazz & Blues Festival, assim como movimentos como Sebo no Chão colaboram com esse novo momento positivo; que tem um impacto não só na música, mas no teatro, literatura, dança, cultura popular e na própria sociedade, que acaba sendo envolvida nesta atmosfera.

Onde tem cultura tem uma cabeça pensando diferente.E esse universo é inspirador e transformador. Por isso quanto mais projetos com essa finalidade, melhor.

JPT– O festival é patrocinado. Conte-nos mais sobre os fomentos que permitem a realização deste evento.

Ale – No começo o Festival não tinha patrocínio. Hoje, o festival conta com a Lei de Incentivo à Cultura e o patrocínio da Vivo.

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