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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Entenda por que o novo anúncio de exoplanetas é importante

O novo sistema encontrado com planetas parecidos com a Terra será mais fácil de ser estudado, por ficar ao redor de uma estrela de brilho fraco

A excitação causada pela descoberta de sete planetas do tamanho da Terra, anunciada nesta quarta-feira por cientistas europeus e americanos, não ocorre apenas pela quantidade incomum de exoplanetas encontrados ao mesmo tempo. Nem pelo fato de que a maior parte deles são do tamanho do nosso.

O sistema é formado em torno da já conhecida estrela-anã superfria Trappist-1, que fica a apenas 40 anos-luz do nosso planeta.

E os cientistas estão empolgados porque a Trappist-1 é convenientemente pequena e fraca. Isso significa que os telescópios que estão sendo usados para estudar esse novo sistema planetário não são tão ofuscados pelo brilho quanto seriam ao mirar estrelas mais brilhantes, o que facilita o estudo desses ‘mundos’ e de suas atmosferas.

A próxima fase da pesquisa já começou a buscar pelos principais gases, como oxigênio e metano, que podem fornecer pistas do que está acontecendo na superfície desses planetas.

“Encontrar uma nova Terra não é questão de ‘se’, mas de ‘quando'”, disse o astrofísico Thomas Zurbuchen, diretor de ciência da Nasa, durante o anúncio da descoberta, em uma transmissão ao vivo no Facebook.

Os pesquisadores afirmaram que todos os novos planetas do sistema da Trappist-1 poderiam ter água líquida na superfície, a depender das condições de pressão atmosférica.

Dos sete exoplanetas, três estão dentro do que se considera zona “habitável” – a uma distância da estrela Trappist-1 em que a vida é considerada uma possibilidade. O Trappist-1e  tem tamanho muito semelhante à Terra e também recebe quantidade de luz semelhante à que recebemos do Sol. Por isso, pode ter temperaturas parecidas.

Já o Trappist-If, segundo da zona habitável, tem órbita de nove dias, recebe luz de maneira semelhante a Marte e pode ser um planeta rico em água.

Porém, as pesquisas por enquanto vão se limitar às informações enviadas por telescópios. Se fosse possível viajar na velocidade da luz, o homem levaria 39 anos para chegar até o novo sistema planetário. Num avião como os que existem hoje, o tempo necessário seria 44 milhões de anos.

 

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