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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Estatina reduz risco de infarto, derrame e insuficiência cardíaca

Um novo estudo mostrou que pessoas que tomam estatinas são menos propensas a terem corações anormalmente grandes

Foto: Reprodução

As Estatinas, utilizadas há anos para controlar o colesterol e, mais recentemente, para reduzir o risco de Alzheimer, ajudam, segundo um novo estudo, a reduzir o risco de infarto, insuficiência cardíaca e derrame. Segundo o estudo, as pessoas que fazem uso da estatina têm menor probabilidade de terem o músculo do coração espesso, conhecido como hipertrofia ventricular esquerda.

Os pesquisadores da Universidade de Londres analisaram o coração de 4.622 pessoas na Inglaterra. O exame, feito por meio de ressonância magnética, mostrou que em comparação com quem não fazia tratamento com o medicamento, aqueles que faziam tinham câmaras ventriculares esquerdas com uma porcentagem de massa muscular 2,4% menor. Seu volume de massa ventricular esquerda e direita também eram menores.

De acordo com Nay Aung, autor do estudo, essas características correspondem a uma redução no risco de desfechos adversos associados a um coração grande e espesso, como infarto, insuficiência cardíaca e derrame, em pacientes que, teoricamente já estavam em risco mais alto de desenvolver problemas cardíacos, em comparação com aquelas que não usam o medicamento.

Os resultados foram confirmados mesmo após os cientistas contabilizaram outros fatores que podem afetar o coração, como etnia, gênero, idade e índice de massa corporal (IMC).

Embora o estudo atual não tenha analisado o porquê desse efeito benéfico, pesquisas anteriores já haviam mostrado que o medicamento reduz o stress oxidativo e a produção de fatores de crescimento, químicos naturais que estimulam o crescimento celular. Essas características podem ter influência em seu efeito sobre a estrutura cardíaca. As estatinas também ajudam a dilatar as veias sanguíneas, levando a uma melhora no fluxo e redução do stress do coração.

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