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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

São Luís Shopping recebe a ‘Exposição França Equinocial para sempre’

Entre os dias 9 a 18 de agosto, estará em cartaz a “Exposição França Equinocial para sempre”, idealizada pelo escritor Antonio Noberto.

O turismólogo Noberto idealizou a exposição e é um pesquisador sobre o referido assunto. (Foto: Divulgação)

Por Nelson Melo

Entre os dias 9 a 18 de agosto, estará em cartaz, no São Luís Shopping, na capital maranhense, a “Exposição França Equinocial para sempre”, idealizada pelo escritor e turismólogo Antonio Noberto, que também é inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os quadros, que contam a história da Ilha do Maranhão de forma sistemática e bem fundamentada, poderão ser apreciados pelo público.

De acordo com declarações do idealizador, a exposição foi considerada o “melhor evento cultural voltado para os 400 anos de São Luís” em uma votação, sendo um trabalho brilhante que é composto por quadros, imagens de personalidades, mapas, transcrição de documentos, textos, heráldica e objetos que relatam o esforço dos franceses no projeto de instalação do Brasil Setentrional. Nas palavras de Noberto, que é membro-fundador da Academia Ludovicense de Letras (ALL), “o acervo conta a história de um dos mais belos capítulos do Brasil colonial, mostrando que o Maranhão é o guardião do legado francês na parte norte do Brasil”.

Antonio explicou acerca da exposição que contém onze quadros confeccionados pelo artista plástico Rogério Martins; oito mapas (de São Luís, do Maranhão, de Saint-Malo, Paris etc), e outras peças. De agosto a setembro de 2012, a “França Equinocial para sempre” recebeu a visita aproximada de 5 mil pessoas, não apenas habitantes da Ilha, como, também, de vários estados da federação e de outros países.

Abertura: 09 de agosto de 2017, às 19h.
Período: 09 a 18 de agosto de 2017.
Local: São Luís Shopping, em São Luís/MA.
Coordenação: Antonio Noberto e José Viegas

Sobre a história da França Equinocial e da Exposição

“A França Equinocial é um belo capítulo do Maranhão, marco inicial da porção setentrional do Brasil, aqui representada em uma reunião de textos, imagens, transcrições e objetos que abordam de forma positiva e propositiva a este momento diferenciado da história brasileira.A Exposição apresenta ao visitante imagens de personalidades protagonistas do evento francês no Maranhão, como o quadro de François de Razilly, lugar tenente-General, primo do futuro cardeal de Richelieu, que pôs nome ao Forte (São Luís), que se estendeu a toda a Ilha; Nicolas de Harlay, Senhor de Sancy, também Lugar tenente-General, financista e conselheiro do rei, custeou um terço da expedição ao Maranhão; Cardeal de Joyeuse, batizou Luís XIII e coroou Maria de Médicis, doou o dinheiro para a construção em pedra do primeiro convento capuchinho do Brasil, onde hoje se acha o atual convento Santo Antonio, na capital maranhense; Luís XIII, rei de França, dentre outros. Mapoteca: O primeiro mapa do Maranhão, feito a partir dos desenhos feitos e entregues pelos franceses aos portugueses; mapa Saint-Louis capitale de La France Equinoxiale – 1615, reconstituição da capital da França Equinocial, todo em francês; Mapa do Poitou; de Saint-Malo; mundi da época, mapa das descobertas, de Paris em 1575, etc. Várias transcrições de documentos relativos ao Maranhão francês, como a carta de Maria de Médicis a La Ravardiére, correspondência fundamental para a manutenção da paz e unidade e na colônia; Leis fundamentais decretadas na Ilha do Maranhão, primeiro conjunto de leis escrito nas três Américas; o depoimento dos prisioneiros franceses do combate de Guaxenduba; cartas trocadas entre La Ravardière e Jerônimo de Albuquerque, etc”.

Sobre Noberto: o idealizador da exposição nasceu em Pentecoste–CE em 30 de agosto de 1970. Filho de Henrique Firmino da Silva e Raimunda Noberto da Silva, aos sete anos veio com a família para São Luís. Publicou seu primeiro livro em 1994, sendo intitulado “A influência francesa em São Luís”. Em 2006, lançou “Só por uma estação: uma viagem ao Brasil”. Em 2012, junto com a exposição, lançou o livro “França Equinocial: uma história de 400 anos”.