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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Jogo beneficente busca recursos para tratamento de Grazielly Alves

A partida acontecerá no Campo do Fecurão, na Cohab-Anil, em São Luís, a partir das 19h.

(Foto: Divulgação)

Por Nelson Melo

Ocorrerá, na noite desta sexta-feira (11), no Campo do Fecurão, na Cohab-Anil, em São Luís, a partir das 19h, uma partida beneficente entre “Amigos de Jean Maranhense” e “Amigos de Kleber Pereira”. O jogo será realizado em prol da Grazielly Alves Régis, de 24 anos, portadora da hidrocefalia gigante desde o seu nascimento, em 14 de julho de 1993.

De acordo com declarações de Jean Maranhense, a partida pretende arrecadar recursos para o tratamento da jovem, sendo que a entrada para o jogo será1kg de alimento não perecível, que será doado para a família de Grazielly. No intervalo do evento, ocorrerá uma rifa, no valor de R$ 5, com sorteio de prêmios diversos. O dinheiro obtido nessa venda também será oferecido para a portadora da hidrocefalia gigante.

Superação de previsão médica: superando a previsão de um médico que lhe deu apenas três meses de vida, Grazielly Alves Régis completou, neste ano,24 anos. Segundo a mãe da jovem, Adalgisa Soares Alves, 40, sua filha é uma pessoa saudável, mas ainda requer cuidados, pois ela é deficiente visual e percebe o mundo em uma cadeira de rodas. Grazielly – que teria adquirido a doença após a mãe ter contraído uma rubéola durante a gestação –, segundo ela contou, dificilmente adoece e é muito amada pelos parentes, amigos e pessoas próximas.

Passados quinze dias de seu nascimento, no Hospital Materno Infantil, em São Luís, um neurocirurgião concluiu que ela viveria no máximo até os três meses, depois que o organismo da jovem, ainda bebê, rejeitou a válvula implantada em sua cabeça; o que levou os médicos a retirarem o objeto às pressas, para que o seu quadro clínico não se agravasse.

O mesmo neurocirurgião que fez a previsão, de acordo com Adalgisa, prometeu colocar outra válvula, mas o ato nunca foi cumprido. Conforme disse, só ficou sabendo da doença da filha dois dias após o nascimento, quando a olhou no berçário. Naquele instante, ela recordou ter chorado muito, mas não em sinal de decepção; e, sim, devido ao impacto, à surpresa, pois, até então, não tinha conhecimento de que Grazielly era portadora da hidrocefalia, uma vez que os familiares e a equipe médica evitavam comentar sobre o assunto.

A mãe da jovem frisou que a “ficha só caiu” no dia seguinte. A partir disto, o amor pela menina – que, atualmente, pesa 69 kg e tem pouco mais de 1 metro de altura –, se fortaleceu ainda mais. Nestes 22 anos de vida, Grazielly viajou duas vezes a São Paulo (com passagens pagas pelo Estado), a fim de ser submetida a avaliação médica, e, também, para que a cadeira de rodas que ela usa hoje pudesse ser confeccionada e adaptada. Segundo observado por Adalgisa, a cadeira custou R$ 9 mil, sendo que o dinheiro foi arrecadado por meio de uma campanha de doação.

Diante de tantas dificuldades, levando consigo um problema de saúde considerado delicado e que requer acompanhamento médico constante, a vitoriosa GraziellyAlvespassa os períodos matutino e vespertino deitada na cadeira de rodas, e, à noite, é transportada para uma cama. Suas refeições, conforme repassou sua mãe, se limitam a mingau, sopa e iogurtes. Suas necessidades fisiológicas são feitas na fralda que usa. Quando sente sede, a água é expelida em sua boca através de uma seringa, conforme recomendação médica.

Adalgisa revelou que é preciso muito cuidado com a filha, pois, além da hidrocefalia (acúmulo de líquido cefalorraquidiano no interior da cavidade craniana), ela não enxerga e nem se movimenta sozinha; porém, escuta. Mas tudo é feito com dedicação, zelo e amor, como ela fez questão de salientar.

Quem deseja ajudar, pode fazer depósitos na seguinte conta, em nome de Grazielly: Banco do Brasil (agência: 5675-8; conta-corrente: 8237-6). Ou, ainda, em uma conta do Bradesco (agência: 2121; conta-poupança: 2501684-0), e da Caixa Econômica Federal (agência: 1649; OP: 013; conta-poupança: 46097-8). As duas estão em nome de Adalgisa Soares Alves.