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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Corte de 44% no orçamento pode colapsar Forças Armadas brasileiras

Atividades como fiscalização de fronteiras, uso de explosivos e vôos de reconhecimento estão comprometidas.

Cortes dificultam operações do Exército, Marinha e Aeronáutica estão comprometidas.

Nos últimos cinco anos os recursos das Forças Armadas sofreram uma queda de 44,5%. Os recursos “discricionários” caíram de R$ 17,5 bilhões para R$ 9,7 bilhões. Segundo o comando das Forças em 2017 houve um contingenciamento de 40%. Os recursos só serão suficientes para cobrir custos até setembro.

A queda nos recursos afeta a Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC) do Exército. A entidade é responsável por fiscalizar o uso de explosivos. Com os cortes ela perdeu parte da capacidade operacional para impedir o acesso a dinamites por facções criminosas.

Além da DFPC, a queda de recursos também afetou a vigilância da fronteira. Para economizar, a Aeronáutica paralisou algumas atividades. Os pelotões do Exército na Amazônia, a fiscalização da Marinha nos rios da região e na costa brasileira tomaram medidas semelhantes.

Caso não aconteça uma mudança, o plano é reduzir expediente e antecipar a baixa dos recrutas. Atualmente, já há substituição do quadro de efetivos por temporários para reduzir o custo previdenciário. Integrantes do Alto Comando do Exército, Marinha e Aeronáutica avaliam que há um risco de “colapso”.

A Aeronáutica considera suspender expediente às sextas-feiras. Com navios de 35 anos de idade média, a Marinha coleciona no mar e nas águas da Bacia Amazônica embarcações consideradas ultrapassadas para suas funções. O comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, disse que é preciso pelo menos R$ 800 milhões a mais por ano para manter a esquadra. “Isso precisa ser acertado ou a nossa esquadra de superfície vai desaparecer em pouco tempo”, afirmou.