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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

João Alberto tratora votação de tema que interessava ao Maranhão

A atitude do senador maranhense gerou confusão entre os deputados.

Foto: Reprodução

Repercutiu muito mal no Maranhão a postura do senador João Alberto (PMDB-MA) que desligou o microfone do deputado Weverton Rocha (PDT-MA) durante sessão do Congresso Nacional em que se discutia um tema de interesse do estado. João Alberto, que já havia começado a sessão sem quórum, embarcou no estilo “Eunício” de presidir a Mesa e passou a negar o direito de palavra dos líderes partidários. Weverton tentou defender, como líder da bancada do PDT, um destaque do seu partido para derrubar o veto do presidente Michel Temer a uma emenda que garantiria 20% dos recursos do Cartão Reforma para moradores da zona rural, quando João Alberto cortou o microfone.

A atitude do senador maranhense gerou confusão entre os deputados. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), voltou a presidir a Mesa e tentou encerrar a votação sem que os líderes tivessem encaminhado o voto dos seus partidos e o clima esquentou de vez, com a subida de vários deputados que cercaram Eunício e exigiram o reinício da votação dos vetos.
O assunto foi retomado e a Câmara dos deputados chegou a derrubar o veto presidencial, mas o Senado votou pela manutenção e o Maranhão, que tem grande parte de sua população rural acabou perdendo.

O curioso é que a emenda, que Weverton tentou defender, é do deputado maranhense Hildo Rocha, do mesmo partido de João Alberto.

Em reação, Weverton Rocha ocupou a tribuna acusou João Alberto de trair o Maranhão. “Senador João Alberto, o Maranhão está com vergonha de vossa excelência, porque lá a maioria é zona rural, era um projeto que ia beneficiar a zona rural”, e criticou o fato de ele priorizar os interesses da presidência em detrimento do povo do próprio estado. “Quem lhe elegeu não foi o Temer, foi o povo do Maranhão”.

Durante a sessão, vários outros deputados, como Henrique Fontana (PT-RS), Silvio Costa (PTdoB-PE), Alice Portugal (PCdoB-BA) e Paulo Pimenta (PT-RS), saíram em defesa de Weverton e criticaram a condução da sessão, que segundo eles foi feita de forma ditatorial por Eunício Oliveira e João Alberto, numa tentativa de garantir os interesses do presidente Michel Temer, não permitindo as discussões necessárias.