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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Mesmo realizando três refeições completas, adultos notam sintomas de carência nutricional

Especialistas alertam que, assim como a falta, o excesso de alguns nutrientes pode fazer mal

Foto: Reprodução

Os brasileiros têm o hábito de consumir suplementos, mesmo mantendo uma dieta saudável. Uma pesquisa da Mead Johnson Nutrition feita com 600 homens e mulheres brasileiros acima de 40 anos reforça essa prática: 70% dos entrevistados afirmam que tomam compostos prontos todos os dias, e 28% fazem isso três vezes por semana.

Esse hábito preocupa os profissionais da saúde, pois o uso indiscriminado pode trazer riscos à saúde. A médica endocrinologista Janaína Koenen explica que, muitas vezes, mesmo fazendo as refeições de forma balanceada, alguns nutrientes necessários podem faltar exigindo uma suplementação.

Mas ela ressalta a importância de se procurar um acompanhamento médico. “Alguns pacientes têm problemas intestinais – como gastrite, doença celíaca – e não conseguem absorver alguns nutrientes”, comenta. “É muito perigoso utilizar polivitamínico sem orientação médica e de forma continuada, pois, embora possa suprir algum nutriente que esteja em falta, pode causar o excesso de outros, o que também é prejudicial”, alerta.

Os sintomas de deficiência nutricional vão depender de qual nutriente falta ao organismo, mas é preciso ficar atento a alguns sinais. “Alteração na pele, no cabelo, na unha, depressão e fadiga são alguns deles”, explica a médica clínica geral e nutróloga Paula Whyte.

Tipos. No Brasil, algumas deficiências são mais frequentes. De acordo com Janaína, é mais comum identificar deficiências de ferro, iodo e vitaminas A, B3, C e D. “Nas crianças até 3 anos é comum identificarmos falta de ferro e vitamina A. Nas crianças mais velhas, persistem o ferro, a vitamina A e acrescenta-se o cálcio. Em pessoas mais velhas, persiste a deficiência em cálcio, iodo e vitamina D”, explica a endocrinologista. “O Brasil está se tornando obeso, as crianças estão ficando obesas e com isso as deficiências nutricionais persistem. Então é uma questão de saber escolher melhor os alimentos e não ter uma dieta rica em amido”, alerta.

A engenheira civil Daniela Menezes, 24, descobriu, por meio de exames, a falta de vitamina D no corpo. “Mesmo tendo uma alimentação saudável e tomando sol, eu preciso tomar suplemento de vitamina D, acredito ser algo hereditário, minha irmã e mãe também possuem o mesmo problema”, conta. A principal fonte desse nutriente que faz falta no organismo de Daniela é o sol. De acordo com especialistas, é necessário ter contato com a luz do sol por, pelo menos, dez minutos por dia. “A vitamina D é sintetizada na pele pela exposição de raios UVB. Essa exposição deve ser feita por aproximadamente dez a 15 minutos, no horário de 10h as 16h e sem o uso do protetor solar. Isso gera bastante dúvida, pois é o horário que os dermatologista alertam como o horário mais propício ao câncer de pele. A gente pede que a pessoa faça proteção do rosto e fique exposta realmente por um tempo curto”, explica Paula.