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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Latrocida preso por matar comerciante é condenado a 20 anos de reclusão

O réu matou com cerca de 20 facadas Sílvio Cesar Alves Monteiro no dia 9 de dezembro de 2015, no bairro da Cidade Operária, em São Luís.

O réu foi julgado na última quarta-feira (13). (Foto: Divulgação)

Por Nelson Melo

Foi condenado a 20 anos e dez dias e reclusão no último dia 13 de setembro Jailson Silva Veras, conhecido como “Anjinho”, pelo crime de latrocínio (roubo que resulta em morte). Ele, de acordo com explicações da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), matou com cerca de 20 facadas Sílvio Cesar Alves Monteiro no dia 9 de dezembro de 2015, no bairro da Cidade Operária, em São Luís.

Como relembrou o delegado Marcos Affonso Júnior, titular do Departamento de Proteção à Pessoa (DPP), setor da SHPP, Sílvio era homossexual e era dono de uma cozinha industrial, que ficava na casa dele, na Avenida João Lisboa, Unidade 101, na Cidade Operária. Ele e Jailson Veras estavam tendo um “caso”, sendo que “Anjinho” acabou ganhando a confiança da vítima, a fim de, no momento certo, colocar seus planos em prática: matar Monteiro e roubar objetos da residência.

Por ter conquistado a intimidade de Sílvio, explicou Affonso Júnior, o suspeito começou a frequentar a casa e, nessas visitas, fez um levantamento, com base nas observações, do que poderia ser subtraído. Sendo assim, no dia 9 de dezembro de 2015, “Anjinho” se deitou na cama ao lado de Monteiro, e, quando este se virou para cochilar, o companheiro retirou cuidadosamente uma faca debaixo do travesseiro e aplicou um golpe violento no pescoço do comerciante.

Sílvio caiu e, agonizando, ainda conseguiu indagar Jailson sobre o porquê estava agindo assim, mas Veras apenas continuou esfaqueando-o, totalizando aproximadamente 20 facadas, deixando o quarto repleto de sangue. Em seguida, “Anjinho” escolheu os objetos da casa, como TV, celulares e uma quantia em dinheiro, e os furtou, desaparecendo da residência. O corpo da vítima só foi encontrado no dia seguinte, após funcionários da cozinha industrial terem sentido a falta do patrão.

Depois de uma investigação feita pelo delegado Marcos Affonso e sua equipe do DPP, Jailson foi identificado como o autor do latrocínio, conseguindo prendê-lo em fevereiro deste ano na cidade maranhense de São Benedito do Rio Preto, sendo que parte do material levado da casa do comerciante foi recuperado. O rapaz, como a fonte descreveu, já estava de “malas prontas” para fugir ao Mato Grosso, mas os policiais chegaram a tempo de evitar que isto fosse concretizado.

Nesta quarta-feira (13), “Anjinho” foi julgado no Fórum Desembargador Sarney Costa, no Calhau, em São Luís, sendo condenado a 20 anos e 10 dias de reclusão em regime fechado. O julgamento, como Affonso Júnior mencionou, aconteceu na 4ª Vara Criminal da Comarca de São Luís, sendo presidido pela juíza Patrícia Marques Barbosa.