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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Lucas Porto passa por terceira avaliação de sanidade mental

Ele é réu na morte da cunhada, Mariana Menezes de Araújo Costa Pinto, 33

A defesa de Lucas Porto alega que ele sofre de problemas mentais. (Foto: Reprodução)

Por Nelson Melo

Pela terceira vez, o empresário Lucas Ribeiro Porto, de 33 anos, foi submetido a uma avaliação médica de sanidade mental, no Hospital Nina Rodrigues, localizado no bairro do Monte Castelo, em São Luís, nesta quinta-feira (28). Ele é réu na morte da cunhada, Mariana Menezes de Araújo Costa Pinto, 33, filha do ex-deputado estadual Sarney Neto.

Segundo informações apuradas pela reportagem do Jornal Pequeno, Lucas chegou ao hospital por volta das 8h, sendo que ele foi deixado no local por uma viatura da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap). No Nina Rodrigues, o acusado passou mais uma vez por uma avaliação psiquiátrica, sendo a terceira em um período de dois meses. O exame, feito por um médico psiquiatra do Núcleo de Perícia do Maranhão, perdurou por aproximadamente uma hora.

Um questionário foi entregue a Lucas Porto para ser respondido, para que a equipe anotasse informações verificadas sobre sua conduta e pensamento. O laudo, de acordo com fontes consultadas pelo JP, será remetido ao Poder Judiciário em um prazo de dois meses. Importante relembrar que o empresário passou por exames psiquiátricos nos dias 17 e 31 de agosto. A defesa do acusado pela morte da publicitária Mariana Menezes havia pedido a realização dessa verificação de sanidade mental ao Ministério Público e à Justiça em audiência ocorrida em 18 de maio deste ano no Fórum Desembargador Sarney Costa.

A audiência, naquela data, foi presidida pelo juiz José Ribamar Goulart Heluy Júnior, titular da 4ª Vara do Tribunal do Júri de São Luís. Na ocasião, os advogados do réu argumentaram ao Poder Judiciário e ao Ministério Público que Porto somente iria ser ouvido após serem trazidos os autos dos depoimentos das duas testemunhas, que seriam ouvidas por carta precatória, porque moram em outros estados.

Em outra argumentação, a defesa alegou que o seu cliente estaria doente – manifestada em uma virose – e tinha raspado o cabelo no presídio, sendo que esses fatores poderiam atrapalhar o seu depoimento diante das autoridades. Contudo, o MP não concordou com essas alegações, assim como o magistrado, que negou o pedido. Sendo assim, os advogados, então, disseram que Lucas somente seria interrogado após a conclusão de todo o processo investigativo.

Esse processo investigativo está sendo realizado pela Polícia Civil a partir de autos complementares. Os advogados conseguiram, ainda, que fosse concedida uma instrução de incidência de insanidade mental, sendo que o pedido foi deferido pelo MP e pelo magistrado.