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Governo do Maranhão se pronuncia sobre “gaiola humana” em Barra do Corda

Na última segunda-feira (9), o comerciante Francisco Edinei Lima Silva, de 40 anos, morreu após ficar preso por cerca de 18 horas em uma jaula a céu aberto nos fundos de uma delegacia da Polícia Civil, em Barra do Corda (MA).

Foto: Reprodução

Na última segunda-feira (9), o comerciante Francisco Edinei Lima Silva, de 40 anos, morreu após ficar preso por cerca de 18 horas em uma jaula a céu aberto nos fundos de uma delegacia da Polícia Civil, em Barra do Corda (MA). O local não tem banheiro, teto, nem água encanada. Francisco  foi detido na tarde de domingo (8) depois de dirigir embriagado e se envolver em um acidente de trânsito.

Os familiares da vítima alegam que houve negligência da polícia, pois o comerciante sofria de hipertensão, mas não teria recebido o atendimento adequado. O acidente ocorreu por volta das 11h de domingo, na BR-226, que passa por Barra do Corda.

O governo do Maranhão lançou uma nota sobre o caso. Confira abaixo:

1. A estrutura existente na Delegacia de Barra do Corda tem por finalidade garantir o banho de sol de presos provisórios, como prevê a Lei de Execução Penal. Inquérito da Polícia Civil irá apurar se houve uso indevido do local.

2. Desde 2015, o Governo do Maranhão vem trabalhando para extinguir a presença de presos provisórios em delegacias. A situação encontrada em janeiro de 2015 foi de cerca de 1.600 presos provisórios em delegacias.

O número foi reduzido para menos de 800, mesmo com aumento de 50% da detenção de suspeitos, graças à ação mais efetiva das polícias.

3. Essa redução deve-se à transferência de detentos para o sistema prisional, que teve o incremento de 1.400 novas vagas nos últimos dois anos.

4. No caso específico do óbito ocorrido por crise hipertensiva, após prisão de acusado de embriaguez e lesão corporal, já foi instaurado Inquérito Policial para detalhada apuração dos fatos.

5. Lamentamos o desfecho do caso e reiteramos que todas as providências foram e estão sendo tomadas pelas autoridades policiais competentes.