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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Consumo de fibras e equilíbrio entre ômega 3 e ômega 6

A inclusão de hábitos alimentares saudáveis como redução do consumo de carnes vermelhas, de gorduras animais e de excesso de álcool, além do aumento no consumo de vegetais, frutas e fibras, já é bastante reconhecida.

Foto: Reprodução

Os casos de câncer de mama vem crescendo muito no Brasil e se tornando o tipo de câncer com maior incidência e mortalidade entre as mulheres. Por messe motivo, a prevenção, assim como o controle, é de grande relevância. E dentre os fatores de risco para o desenvolvimento da doença, destacam-se os aspectos ambientais, nos quais os fatores dietéticos são potencialmente importantes. A alimentação é aliada da proteção.

A inclusão de hábitos alimentares saudáveis como redução do consumo de carnes vermelhas, de gorduras animais e de excesso de álcool, além do aumento no consumo de vegetais, frutas e fibras, já é bastante reconhecida. Entretanto, os alimentos e os componentes alimentares com propriedades funcionais para a quimioprevenção vêm sendo muito estudados.

A quimioprevenção é a associação entre vitaminas, minerais e fitoquímicos (substâncias não nutrientes) que estão presentes em frutas, vegetais, grãos integrais e outras plantas, na prevenção e no controle, minimizando o impacto do surgimento desta patologia.

Estudos feitos relacionando nutrição e sobrevida após diagnóstico de câncer de mama enfatizam os efeitos benéficos dos fitoquímicos presentes na dieta, devido às suas atividades antioxidantes. Merecem destaque os ácidos graxos poliinsaturado ômega 3 (n-3), o linoléico conjugado, as fibras, algumas vitaminas e minerais (antioxidantes) e fitoquímicos como lignanas (encontradas em grãos e sementes como a linhaça) e isoflavonas da soja.

As vitaminas e os minerais presentes em frutas e vegetais exercem funções antioxidantes, neutralizando os radicais livres produzidos pelas reações químicas que ocorrem dentro do nosso organismo. Vale sempre lembrar que o uso de doses altas de antioxidantes pode ocasionar o efeito contrário, prejudicando o tratamento contra o câncer.

As fibras, além de estarem presentes nas frutas e vegetais, também aparecem nos grãos integrais, na linhaça e na aveia. As fibras apresentam diversas funções, mas no caso de câncer de mama, elas se destacam pela redução do estrógeno bioativo, por meio da mudança da flora intestinal e da eliminação desse hormônio pelo bolo fecal.

As isoflavonas (também conhecidas por fitoesterol) são fitoquímicos presentes na soja, que também atuam sobre o estrogênio, reduzindo sua circulação pelo organismo.

O ômega 3 é um tipo de gordura essencial para nosso corpo, e o consumo dele ajuda na prevenção de metástases. Além de poder ser suplementado, encontramos em fontes alimentares como salmão, fígado de bacalhau, arenque, cavalinha, cação, atum, anchova e a linhaça.

Inversamente ao consumo de ômega 3 , o consumo exagerado de ômega 6, que está presente nos óleos vegetais como óleo de milho, pode ser indutor de tumores e de metástase. Por isso, é muito importante a adequação entre o consumo de ômega 3 e 6.

Um consumo muito elevado de açúcar também pode vir a ocasionar um câncer pela alta produção de insulina, que aumenta os fatores de crescimento inflamatórios do organismo.

Em termos gerais, para prevenir o câncer de mama, precisamos ter uma alimentação com baixo consumo de gorduras saturadas (leite, manteiga, queijo, creme de leite, etc) e carnes vermelhas, alimentação rica em frutas, vegetais e grãos integrais, uma quantidade adequada na razão de ômega 3 e ômega 6 e baixo consumo de açúcar. Sem falar da inclusão de hábitos saudáveis como a prática regular de atividades físicas, boa noite de sono, não fumar e não ter um consumo excessivo de álcool.

Para pessoas que já se encontram em tratamento quimioterápico ou radioterápico, devemos investigar cada caso, pensando muito no aporte de proteínas adequado, pois nesses casos, pode-se ter uma grande perda de peso. Também é necessário o estímulo ao monitoramento da ingestão hídrica, visando à hidratação adequada para a eficácia e diminuição dos efeitos tóxicos durante o tratamento.

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