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Marvel, Netflix: o que muda após Disney comprar Fox

Os fãs da Marvel podem comemorar. Já os usuários da Netflix, talvez não.

© Divulgação Vingadores e Wolverine

Os fãs da Marvel podem comemorar. Já os usuários da Netflix, talvez não. A Walt Disney anunciou nesta quinta-feira a compra dos negócios de filmes, televisão e internacional da 21st Century Fox, por 52,4 bilhões de dólares (173,4 bilhões de reais) em ações.

Na prática, a aquisição leva para a casa do Mickey Mouse os direitos de todo o catálogo de personagens, filmes e séries de TV já produzidos até hoje pela Fox – e, claro, o que será feito com o futuro dessas marcas.

Entre as estrelas da empresa estão os X-Men e Deadpool. Parte da Marvel nos quadrinhos, os heróis não entraram no acordo de 2008, quando a Disney adquiriu o elenco de super-personagens e deu início ao império hoje formado por nomes como Homem de Ferro, Capitão América, Hulk e Guardiões da Galáxia. A expectativa, então, é que os mutantes entrem para o elaborado universo cinematográfico do estúdio, com filmes que se conectam e culminam na reunião dos Vingadores.

Vai para os braços da Disney também outra franquia poderosa: Avatar, de James Cameron. O cineasta prepara mais quatro possíveis filmes da série bilionária, que abriu este ano um parque temático em Orlando, já dentro do mundo mágico Disney. Seriados como Arquivo X, Os Simpsons, Uma Família da Pesada, Gotham e Empire também são parte do pacote Fox.

Já no mundo do streaming as coisas ficam complicadas para a Netflix. A Disney anunciou recentemente que terá seu próprio canal online. Com a aquisição da Fox, ela vai ficar com 30% da participação que a empresa tinha no Hulu, outro forte site de streaming nos EUA – ainda não disponível no Brasil. Assim, o grupo terá 60% na fatia da empresa. Resumindo: em breve, a Disney vai tirar do catálogo da Netflix seus títulos e, provavelmente, os filmes e séries da Fox também, jogando tudo em um novo canal que deve contar com os títulos da Hulu, dona da premiada The Handmaid’s Tale, entre outros.

 

(VEJA.com / Autor: Raquel Carneiro)

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