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Maternidade Benedito Leite fortalece rede de transplante de medula no Brasil

A unidade recebeu um posto de coleta de células do cordão umbilical do Centro de Processamento Celular, que beneficia pessoas que necessitam de um transplante em todo o país.

Foto: Reprodução

A Maternidade Benedito Leite, em São Luís, ligada à Secretaria de Estado da Saúde, está fortalecendo a rede nacional de doadores e transplante de medula óssea. A unidade recebeu um posto de coleta de células do cordão umbilical do Centro de Processamento Celular, que beneficia pessoas que necessitam de um transplante em todo o país. A mais nova divisão de Bancos Públicos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BSCUP) foi inaugurada no dia 15 deste mês, no Centro de Hematologia do Maranhão (Hemomar).

“Contribuir para ampliar o alcance dos bancos públicos de sangue de cordão umbilical, aumentando as chances de cura dos brasileiros que precisam de um transplante, é um passo importante para o Estado”, comentou o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.

A unidade, destaque pelo atendimento humanizado às gestantes, bebês e puérperas, é a única referenciada no Maranhão para a coleta do material celular que servirá ao Registro de Unidades de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (Renacord), relacionado diretamente ao Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

“O Centro de Processamento Celular vai receber o material colhido na Maternidade Benedito Leite, fazer o processamento para saber se tem quantidade e qualidade, preparar para ser colocado sob criogenia, congelar e armazenar”, destacou o diretor geral do Centro de Processamento Celular, Marcelo Arruda.

A escolha da Maternidade Benedito Leite levou em consideração o perfil do local.  “A Benedito leite é uma maternidade de baixo risco e tem cerca de 70% dos partos normais, o que a deixa com perfil perfeito para ser unidade coletora”, frisou Marcelo Valente.

Para o diretor geral da Maternidade Benedito Leite, Hilmar Hortegal, a escolha da maternidade reflete o trabalho de excelência que a unidade presta, garantindo mais um serviço que vai unir as mães maranhenses ao país todo. “É mais um serviço que oferecemos à população, o posto de coleta para mães que quiserem ser doadoras e, assim, contribuir com a cura de outras pessoas”, comentou.

Armazenamento

Segundo Marcelo Arruda, o Centro de Processamento Celular pode armazenar células da medula óssea, as chamadas células progenitoras do sangue, que possuem três origens: cordão umbilical, sangue periférico e medula óssea. Em um primeiro momento, apenas aquelas provenientes da placenta e cordão serão coletadas.

O posto de coleta está instalado dentro do ambiente pré-parto. As gestantes da maternidade vão passar por uma triagem para ver se possuem perfil para doar. Existem critérios que habilitam ou não a doação. “A doação é voluntária, gratuita e altruísta. Não há remuneração, nenhum tipo de coerção ou obrigatoriedade em doar”, comentou Marcelo Arruda.

Primeiro, a gestante é convidada a fazer a doação, assina um termo de consentimento no pré-parto. Para então ser encaminhada para uma entrevista com uma enfermeira obstetra, dedicada ao processo de coleta de cordão.

“Quando a placenta é removida, ela é levada para dentro do centro de coleta, onde é feita a pulsão do cordão e coletado o material, que é colocado em uma bolsa semelhante à de doação de sangue. Em seguida, ela é enviada para o Centro de Processamento para ser analisada e congelada, se tiver qualidade”, explicou Marcelo Arruda.

O posto na Maternidade Benedito Leite funciona em uma sala com bancada, sistema de informática, equipamentos de coleta, insumos e geladeira de sangue, própria para esse tipo de armazenamento.

Centro de Processamento Celular

O Centro de Processamento Celular compõe a Rede BrasilCord, que reúne os Bancos Públicos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BSCUP). O objetivo é armazenar amostras de sangue de cordão umbilical, material rico em células-tronco hematopoéticas (capazes de produzir os elementos fundamentais do sangue), essenciais para o transplante de medula óssea.

Em São Luís, o centro tem capacidade de armazenamento de 3.623 cordões. “O sangue do cordão umbilical fica armazenado por tempo indeterminado, fica congelado a -196°C. Tem estudos que apontam cordões sendo descongelados depois de 15 anos e viáveis”, ressaltou Marcelo Arruda, diretor geral do Centro.

A função é células progenitoras do sangue para transplante de medula óssea. “O conceito de armazenar células para posteridade é de bancos privados. O material disponível no banco público fica disponível para toda população do Brasil que necessite de transplante”, frisou.

O Centro de Processamento Celular – RedeBrasil Cord é uma unidade ligada diretamente ao Centro de Transplante de Medula Óssea (Cemo), do Ministério da Saúde. A construção foi custeada com recursos do BNDS, o projeto e execução é da Fundação do Câncer.

A maternidade

A Maternidade Benedito Leite é reconhecida pelo atendimento humanizado dos profissionais de saúde e, ainda, a assistência oferecida aos acompanhantes. O local realiza o Teste do Coraçãozinho, que permite detectar precocemente se o recém-nascido apresenta cardiopatia congênita; o Teste do Pezinho, que pode identificar doenças como hipotireoidismo congênito, entre outras; e o teste da orelhinha, que é feito no primeiro mês de nascimento da criança e o teste do olhinho.

A unidade conta com o projeto Primeiro Olhar, fotos do bebê em um ensaio fotográfico realizado por um fotógrafo profissional, o Projeto Pequeno Maranhense que estimula a realização do pré-natal na atenção básica e oferece orientações sobre gestação, parto e pós-parto para mulheres. A unidade possui também um Posto Avançado de Registro Civil de Nascimento.

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