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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Decretada prisão preventiva de membros de facção por morte e tortura

Os três criminosos já estavam presos devido a outros delitos, mas o mandado de prisão pelo homicídio e tortura foi decretado.

Os três faccionados mataram “Dudu” e torturaram uma mulher na Cidade Olímpica. (Foto: Divulgação)

Por Nelson Melo

A Superintendência Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP) deu cumprimento a mandado de prisão preventiva contra Josué Santos da Silva, o “Gaspar”; Rony Kassio Chaves de Araújo e Anderson da Silva Pereira, o “Boquinha”. Integrantes da facção Comando Organizado do Maranhão (COM), eles participaram do assassinato de um homem na Cidade Olímpica, em São Luís.

O delegado George Marques, da SHPP, explicou que “Gaspar”, considerado o líder do COM, e os outros dois mataram Geovane Barros Moreno, mais conhecido como “Dudu”, no dia 24 de outubro de 2016, no bairro da Cidade Olímpica, devido a uma infração do “estatuto” da facção, mais precisamente do “inciso 4º”, que proíbe que um “batizado” cobice a mulher do companheiro da organização criminosa. “Dudu”, como a fonte descreveu, teve um “caso” com namorada de Rony.

Por este motivo, Geovane Barros foi executado a tiros no denominado “tribunal do crime”, uma espécie de julgamento clandestino comum no crime organizado urbano, sendo praticado, também, no Bonde dos 40, Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), configurando-se como as quatro facções atuantes no Maranhão. Além disto, a mulher do suspeito foi mantida em cárcere privado pela quadrilha, sendo que ela levou vários socos, pontapés e ainda foi sufocada pelos bandidos. George Marques disse que a vítima escapou do local porque uma viatura da Polícia Militar passou na rua e os faccionados fugiram.

Nesse instante, ela conseguiu se desamarrar nos pés e nas mãos e saiu correndo. Mas os momentos em que a vítima permaneceu no cativeiro foram de aflição e dor, tendo em vista que os criminosos queriam que confessasse que se relacionou com “Dudu”. Os integrantes do COM até fizeram gravações e bateram fotos da mulher sendo torturada. As imagens e os vídeos foram encontrados no celular de “Gaspar”, conforme o delegado da SHPP relatou.

 

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