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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Justiça nega habeas corpus contra irmão do prefeito de Pinheiro

A solicitação havia sido feita pelo advogado Antonio Glaucius de Morais, em revogação a prisão preventiva decretada pelo juiz Lúcio Paulo Fernandes Soares.

Lúcio André está foragido desde o dia 13 de novembro. (Foto: Reprodução)

Por Nelson Melo

Foi negado o pedido de habeas corpus que beneficiaria o empresário Lúcio André Silva Soares, acusado de agredir a advogada Ludmila Ribeiro, sua ex-mulher, em um fato ocorrido em São Luís no dia 11 de novembro deste ano. Irmão do prefeito de Pinheiro, ele continua foragido. A solicitação havia sido feita pelo advogado Antonio Glaucius de Morais, em revogação a prisão preventiva decretada pelo juiz Lúcio Paulo Fernandes Soares, da 2ª Vara da Comarca de Pinheiro.

O pedido de habeas corpus foi negado pelo desembargador José Luiz de Almeida, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ/MA). A defesa de Lúcio André já tinha entrado com outros três pedidos de revogação do mandado de prisão preventiva, mas o Poder Judiciário não os aceitou. A prisão preventiva foi decretada durante o Plantão Criminal da madrugada do dia 13 de novembro. A expedição do documento ocorreu porque ele agrediu a ex-mulher, a advogada Ludmila Rosa Ribeiro da Silva, crime que gerou revolta na população daquele município.

Lúcio espancou a advogada na noite do dia 11 de novembro em São Luís, iniciando as agressões na área da Lagoa da Jansen, após um jantar em um restaurante. Ele, segundo o Boletim de Ocorrências (BO) assinado no Plantão de Polícia Civil do Cohatrac, obrigou a vítima a postar fotos nas redes sociais de ambos juntos, e ainda ordenou que Ludmila Rosa lhe entregasse o celular, com o intuito de verificar possíveis conversas dela com outro homem.

Segundo consta no BO, ela postou as fotos, mas se recusou a entregar o aparelho, o que o levou a pedir a conta do restaurante e a sair do local acompanhado da advogada, que foi agredida dentro do carro do irmão do prefeito e também na casa dela, no bairro da Cohama. Como declarado no documento, Lúcio quebrou o celular da ex-mulher e a empurrou para fora do veículo. Vizinhos da vítima impediram que ele atropelasse Ludmila e o imobilizaram, pois ele estava fora de si.

No Plantão do Cohatrac, ele foi liberado após o pagamento de fiança de R$ 4.685 mil já na madrugada do dia 12 de novembro. Enquanto isso, Ludmila foi levada a um hospital, onde foi submetida a exames médicos. Conforme informações da polícia, Lúcio já havia espancado a advogada no ano passado, quando ele estava grávida de cinco meses, em Pinheiro.

 

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