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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

5ª prévia acontece neste sábado com várias atrações

Festa na Rua do Egito no Centro ganha um conjunto de atrações que fortalece cada vez mais o samba maranhense.

Mais uma vez a Bicicletinha do Samba bota seu bloco na rua e prepara uma prévia de encher os olhos de todos os amantes do ritmo mais tocado no Brasil. Reverenciado em São Luís com uma data especial que rege o fortalecimento gradativo deste que é um dos mais apreciados ritmos da cultura brasileira, o samba da trupe da Bicicleta recebe entre seus convidados especiais Neto Peperi, idealizador da proposta que foi aprovada na Câmara de Vereadores, oficializando a data de 12 de outubro como o Dia Municipal e Estadual do Samba no Maranhão.

A festa, que já virou mania no pré-carnaval de São Luís, terá como grupo convidado um dos mais tradicionais conjuntos de samba da cidade, o Grupo Palmares, com 28 anos de atividade, sendo esta a rapaziada anfitriã de umas das mais renomadas casas de festas da cidade, o Fundo de Quintal, localizado no Bairro do Sacavém.

Dando prosseguimento à temporada cheia de novidades da Bicicleta do Samba, a tarde/noite animada do centro da capital maranhense recebe ainda os sambistas Neto Peperi, Carlos Cuíca, Andrezinho Valois e o frevo Violado do instrumentista João Eudes. Mais um sábado para ficar guardado na memória daqueles que acompanham o trabalho realizado na Arena Bicicletiana, animando o pré-carnaval de São Luís.

A 5ª Prévia da Bicicletinha do Samba será fechada com a presença do batuque eletrizante do Marabloco, grupo que realiza um trabalho de divulgação da cultura tradicional reverenciando os grandes sucessos das maiores escolas de samba do país e seus sambas enredos inesquecíveis das décadas passadas e da atualidade. Uma festa que promete mais uma vez carimbar de sucesso os sábados da pré-folia na Ilha.

GRUPO PALMARES – O grupo Palmares surgiu no cenário musical da Ilha juntamente com a Casa de Samba “Fundo de Quintal”, local das suas apresentações aos domingos, sendo hoje referência e resistência do samba maranhense e pelo trabalho de proporcionar alegria e lazer a todos aqueles que frequentam os domingos da casa de samba.

Grupo Palmares. (Foto: Divulgação)

A família Assunção já se reunia com os amigos, em um fundo de quintal na casa nº. 79 na Rua da Alegria, no Bairro Sacavém, sempre aos domingos, depois de uma partida de futebol pra dar início a uma roda de samba, daí o aparecimento do Grupo de Samba Palmares, em 10 de agosto de 1989, nesses 28 anos sob o comando de José de Ribamar Assunção Gomes, popularmente conhecido como “Riba”, ex-jogador do Maranhão Atlético Clube.

O Palmares já participou de vários festivais sendo ele premiado com o 2º lugar respectivamente no I Festival do Samba Maranhense, Cassino Maranhense e Parque Folclórico da Vila Palmeira todos em meados da década de 90, tendo seu primeiro CD gravado em 2005, com participações ilustres dos cantores Zeca Baleiro e Alcione Nazaré.

O grupo hoje trabalha focado em projetos que agreguem a união dos sambistas maranhenses, e entre eles: “O Ensaio de Samba”, que acontece todos os sábados na Casa de Samba Fundo de Quintal. O Palmares é formado por quase sua totalidade de familiares, uma coisa impar no Brasil, cujo seu mentor o Riba, agregou o samba a família e dela fez seu esteio. No grupo os filhos (Ronald, Ronildo, Roner e Rogeris), os Netos: (Patrick e Paulo Vitor) e os amigos: Marcos Tatu, um dos maiores Luthiers do Brasil, Gabriel, Fabinho e Thiago.

O Palmares é o único grupo do Maranhão e talvez do Brasil que tem em sua formação 3 gerações dividindo o mesmo Palco.

MARABLOCO – Uma batucada carioca com tempero maranhense. Formado por integrantes de baterias de escolas de samba do Maranhão e surgida de uma partícula de membros da Escola de Samba Marambaia, o Marabloco tem sido uma das referências do período carnavalesco na capital maranhense. Com a proposta de relembrar os clássicos dos sambas-enredos que fizeram história em todo Brasil e no Maranhão, divulgando a rica cultura existente na federação brasileira, o grupo faz uma viagem musical que valoriza valorizando as origens maranhenses como foco principal através dos deslumbrantes ritmos tais como: Blocos Tradicionais, Tambor de Crioula e os cincos sotaques do bumba-meu-boi, divulgando também as belas composições dos artistas populares maranhenses. Por ser pioneira essa primeira manifestação rítmica no norte / nordeste, o Marabloco se torna uma bateria eclética onde se pode escutar de tudo um pouco.

Marabloco. (Foto: Divulgação)

Formado por 15 integrantes em sua maioria percussivos trajando e representando os boêmios eternos malandros: calças brancas e sapatos brancos, camisas padronizadas e chapéu na cabeça, o grupo se apresenta para o público com toda uma indumentária. No corpo de baile duas mulatas e um malandro realizam passos de samba, levados pela voz do cantor Adão Camilo, maestrado pelo percussionista, carnavalesco e compositor Dennys Melodia.

NETO PEPERÍ – Um amante das tradições musicais maranhense e principalmente do Samba, assim pode se definir José de Ribamar Fontoura Lobato, o Neto Peperi, idealizador da proposta de projeto de lei aprovada, legitimando o dia 12 de outubro como o Dia Municipal e Estadual do Samba no Maranhão -, em homenagem ao nascimento de Cristóvão Alô Brasil, grande personalidade do cenário musical maranhense. Antes de adotar o cavaquinho como seu instrumento de luta, Neto Peperi tocava contratempo no bloco tradicional “Os Foliões”, assim como atabaque nas batucadas com os amigos e tamborim na Turma do Quinto.

Cantor Neto Peperi. (Foto: Divulgação)

Fundou na década de 80 o grupo de samba Espinha de Bacalhau, que no começo de 90 venceu o I Festival Maranhense de Samba realizado pelo Jornal Pequeno, na Praça Nauro Machado, no Centro Histórico da capital com a canção “São Luís Capital do Samba” de sua autoria juntamente como Vadeco e Natan. Peperi teve seu nome citado no livro “Heranças do Samba”, que reuniu bambas sambistas, em um projeto capitaneado pelo Poeta Aldir Blanc, no Rio de Janeiro.

Já acompanhou vários artistas da cena do samba, como os maranhenses Serrinha, Eraldo, Cacá, Roberto Brandão, Zeca do Cavaco, Lena Machado, Marconi Resende, os mineiros Toninho Geraes e Moyseis Marques, além dos cariocas Monarco da Portela, Paulão 7 Cordas, Moacyr Luz, Edu Krieger, Elisa Addor, Alice Passos, Gabriel Cavalcante entre outros.

Em sua trajetória tem também a sua passagem como compositor e músico do Boizinho de Fita, durante nove anos, e também a sua participação como finalista em quatro edições do Festival de Música Carnavalesca do Maranhão.

CARLOS CUÍCA – Com 21 anos, já um boêmio em plena atividade, começou a frequentar as mais variadas rodas de samba. Este é Antônio Carlos Araújo Ferreira, o Carlos Cuíca, foi assim que conheceu o samba da Turma do Vandico, no Caminho da Boiada, evento das noites de sextas-feiras, no centro da cidade, local onde acabou conhecendo Neto Peperí, Carbraza, Deniz, Vadeco, Natan, Edinho-Cão, Nivaldo, Patinho, Chico Chinês, Gute e outros mais.

Carlos Cuíca. (Foto: Divulgação)

Tempos depois, ainda tocando de forma tímida sua cuíca Gope, de seis polegadas, começou a fazer parte efetiva das rodas. Foi nesse período que conheceu Henrique da Cuíca, sambista e chorão que também frequentava o samba do Vandico. Foi Henrique, com seu toque de cuíca especial, que lhe passou os caminhos e segredos do instrumento, inclusive a forma de trocar a pele e o gambito (graveto que serve para vibrar a pele). Antônio Carlos começava a ser conhecido como Carlos Cuíca. Algum tempo depois começou a tocar com o grupo Espinha de Bacalhau de forma esporádica, mas acabou criando o Grupo Estação Primeira, junto com Nivaldo, Costa Neto, Alex e Airton (Patinho), onde permaneceu por mais de dois anos. Assim que saiu do Grupo Estação Primeira assumiu lugar no Espinha de Bacalhau, grupo com o qual tocou por mais de seis anos.

Além das apresentações nos grupos de samba Estação Primeira e Espinha de Bacalhau, Carlos Cuíca desenvolveu trabalhos com o Trio Boemia, ao lado de Zeca do Cavaco e Lena Machado, em homenagem a Nelson Gonçalves, bem como no Tributo a João Nogueira, ao lado de Leo Capiba. Nessas duas oportunidades foi acompanhado pelo Regional Tira-Teima (grupo de choro mais antigo em atividade no Maranhão).

Hoje, Carlos Cuíca faz parte do projeto Café com Leite & Pão, ao lado de Quirino do Cavaco e Neto Peperí, que tem como objetivo gravar e divulgar músicas autorais. O projeto já lançou um CD com músicas carnavalescas – todas autorais – e agora está finalizando um CD com Sambas autorais.

ANDREZINHO VALOIS – Cantor e compositor maranhense, André Carlo Gomes Valois, conhecido musicalmente como Andrezinho Valois teve seu primeiro contato com o samba ainda na infância, levado pelos pais aos ensaios da escola de samba Salgueiro no Rio de Janeiro. Foi um dos entusiastas do movimento popular “Maquina de D’escascar Alho”, criado pelos sambistas do bairro boêmio da Madre Deus, em São Luis, com o grupo regional 310.

Andrezinho Valois. (Foto: Divulgação)

Foi vocalista e cavaquinhista dos grupos Batuque de Cordas e Arroz de Cuxá, antes de fundar o seu próprio projeto, o Samba de Andrezinho. Participou e foi classificado no Festival de Samba da Vila Palmeira, com a música “Verdade Sambista”, gravando seu primeiro disco com composições autorais “Jóia Rara entre Amigos”, numa produção artística do arranjador e instrumentista Wendell Cosme, em 2015.

Produziu vários eventos e shows, dentre eles dois a nível nacional com a Cassiana Pérola Negra do Rio de Janeiro (filha da cantora Jovelina Pérola Negra) e o Encontro dos Compositores Maranhenses com o poeta e compositor Chiquinho Virgula, também do Rio de Janeiro, compositor de diversos sambas gravados pelo Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho, Reinaldo, Péricles, dentre eles o de maior expressão “Insensato Destino”, escrita em parceria com Acyr Marques e Maurício Lins, e “Pra Ser Minha Musa”, com Arlindo Cruz e Marquinhos PQD, eternizadas nas vozes de Almir Guineto.

Dividiu o palco no Trapiche Gamboa, no Rio de Janeiro com o Grupo GaloCantô, sucesso no DVD Samba Nova Geração, bem como no show da amiga Cassiana Perola Negra, no pagode do Alvinho junto com Luciano Nascimento (EX-REVELAÇÃO).

JOÃO EUDES – Músico participante em shows com grupos diversos, artistas locais e nacionais. Atua há 15 anos como instrumentista em grupos folclóricos como: Boi de palha, Bumba-Boi Brilho da Comunidade, Boi Pirilampo (Direção Musical), Boi de Morros, Boi Brilho da Ilha (atualmente Fazendo a Direção Musical) entre outros. Exerce atividades como Arranjador, Compositor, Professor, Diretor Musical e Produtor Musical.

João Eudes. (Foto: Divulgação)

Em sua trajetória como instrumentista já participou de espetáculos e shows com grupos como: Chorando Calado, Tira Teima, Os Cinco Companheiros, Palmares, Sururu no Paletó, Pixinguinha, Arroz de Cuxá, Zabumbaça, Argumento, Segunda Sem Lei, Turma do Cafuné, Pagode do Ivan, Madrilenus, Feijoada Completa, Espinha de Bacalhau, Maquina do Tempo, Café com Leite e Pão, Amigos do Samba.

Cesar Teixeira, João Pedro Borges, Léo Capiba, Josias Sobrinho,Chico Saldanha, Roberto Brandão, Inácio Pinheiro, Lena Machado, Célia Maria, Fátima Passarinho, Anna Cláudia , Alexandra Nícolas, Biné do Banjo,Wallace Godinho, Sávio Araújo, Nonato Silva, Heriverto Nunes, Fernanda Garcia,Ubiratan Sousa, Zeca do cavaco, Marcone Rezende, Quirino, Chico Nô, Virna Lisi, Serrinha, Tássia Campos ,Camila Boueri, Mila Camões , Fernando de Carvalho, foram alguns dos artistas maranhenses com quem trabalhou.

João Eudes também acompanhou diversos artistas nacionais em espetáculos na cidade de São Luís, entre eles: Moacyr Luz, Toninho Gerais, Monarco, Nicolas Krassik, Elisa Adoor, Nina Wirtz, Reinaldo, Edu Kriegger, Sombrinha, Marquinhos Santana, Naninha, Moises Marques, Carolina Soares, Zé Luís do império, Emerson Urso, Flávia oliveira, Alice Passos, Zé da velha e Silvério Pontes, Alessandro Penezzi, Wanderlei Monteiro e Mariana Bernardes. Tendo também participado de festivais internacionais de folclore no Brasil, Itália, França, México.

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