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O ÓRGÃO DAS MULTIDÕES

Atividades de musicoterapia beneficiam crianças e familiares assistidos na Casa de Apoio Ninar

A Casa de Apoio Ninar presta assistência especializada a crianças com problemas de neurodesenvolvimento e seus familiares

Foto: Reprodução

O batuque das baterias de escola de samba e as antigas marchinhas de carnaval ditaram o ritmo da sessão de musicoterapia com as famílias assistidas pela Casa de Apoio Ninar, ligada à Secretaria de Estado da Saúde (SES), nessa quinta-feira (15), em São Luís. Onze famílias participaram da atividade, que acontece semanalmente na unidade.

A Casa de Apoio Ninar presta assistência especializada a crianças com problemas de neurodesenvolvimento e seus familiares, por meio de um atendimento com circuito de atividades multidisciplinares, voltadas principalmente para o fortalecimento do vínculo entre as crianças e seus familiares.

“Nosso objetivo é participar de todos os festejos maranhenses e nacionais, transformando esses temas em estimulação para as crianças. Não saímos da rotina que todos os maranhenses têm, estamos dando às nossas crianças a mesma oportunidade”, explicou a neuropediatra e diretora da Casa de Apoio Ninar, Patrícia Sousa.

A dona de casa Lena Fernanda Lima Passinho, de 36 anos, participou da aula especial com o filho Paulo Benjamim, de 1 ano e 9 meses, que tem paralisia cerebral, microcefalia e epilepsia. Para ela, eventos especiais dessa natureza distraem os pais e as crianças da rotina, proporcionando integração.

“Em atividades assim, as crianças e os pais se sentem à vontade. Deixamos os problemas de lado e nos divertimos. Eles são tratados como se não tivessem limitações, mesmo tendo. Aqui somos mães e filhos e não crianças com problemas de saúde”, comentou a mãe.

Para o educador musical Paulo Cardoso, as sessões visam desenvolver potenciais e restabelecer funções do indivíduo para que ele possa alcançar uma melhor integração, inclusive com ele mesmo.

“Trabalhamos a percepção auditiva das crianças e dos pais e a expressão corporal. A música é acima de tudo um sentimento, não só uma técnica. O bailinho reflete isso. Temos muitas crianças com microcefalia em um nível mais elevado, que não saem do colo, mas você percebe o sorriso de retorno com a musicalização”, disse.

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